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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Capoeira pelo mundo. Capoeira na Romênia



      Continuando o trabalho de documen-tação dos capoeiras espalhados pelo mun-do, entrei em contato com um capoeirista que dava aulas em Bucareste. Ele se chamava Minhoca e marcamos um horário na academia dele.
      Chequei lá e comecei a ouvir a sua história. Como grande parte dos primeiros capoeiristas que, durante a década de 70, chegaram à Europa, ele também chegou: por meio de companhias de acrobratas que contratavam capoieristas para fazer shows devido ao exotismo daquela arte marcial tão singular, que mistura floreios, dança, ritmo e música. Diz ele que um dia estava jogando em Goiás Velho, cidade do interior e que já foi capital de Goiás (quem nunca visitou, vá, lá é bonito demais), quando alguns caras de uma dessas companhias viram ele jogando e fizeram uma proposta a ele de seguir para a Bulgária.
      No começo da história do Minhoca já há algumas particularidades. Primeiro que os ca
ras costumavam contratar os capoeiristas de cidades grandes, haja vista que é mais fácil ter acesso aos grupos e também às cidades e segundo que eles preferiam os capoeiras de aspecto bem negro, devido ao exotismo. Minhoca é branco, mas ainda assim resolveram o contratar devido ao seu forte carisma, que encantou os caras. Ele me disse que teve sorte, que os caras faziam audiências com capoeiristas do Brasil inteiros e pouco passavam, mas ele foi escolhido no dedo, pois o bicho também já tinha sua competência, tinha 17 anos de capoeira. Em pouco tempo Minhoca tava no meio da Bulgária. 
      Chegou lá sem saber falar uma palavra de inglês, russo, búlgaro, língua do P ou qualquer coisa que não português. Porém, já tinha na cabeça que não queria mais voltar ao Brasil e começou a estudar forte o inglês, que pegou bem rápido. Também ficou craque em show com fogos.
      Depois de um tempo, o contrato dele começou a ser finalizado e um investidor romeno ofereceu uma proposta para ele. Juntar o talento do Minhoca com os recursos financeiros do cara para assim abrirem uma academia de Capoeira em Bucareste. Como Minhoca não tinha muito a perder, levou o berimbau e cuia para Bucareste. Chegou lá, o cara simplesmente sumiu. Tomou um cano. Por meio de amizades que havia feito, conseguiu alugar um apartamento e começou a dar aula em uma academia de Bucareste.
      Como eu parece ser uma constante nas histórias dos Capoeiras que conheci via
-jando, o começo foi difícil, tratado a pão com ovo, literalmente. Porém, depois de um tempo, ele conseguiu enfim abrir a sua academia. E, sei lá, começar a comer pão com carne. Também teve a sorte de conhecer um produtor de uma cantora super famosa na Romênia, que o convidou para participar de um videoclipe dela. Depois de aparecer no videoclipe ele explodiu. Hoje o trabalho do Minhoca está disseminado por academias em quatro lugares da Europa: Bucareste, Treviso (Itália) e duas cidades da Moldávia. Ele conta com quase 200 alunos. Trabalha forte disseminando a cultura brasileira e a nossa língua, já que seus alunos de mais tempo tem aulas em português, o que acabam por começar a falar português também. 
      Conversando com o Minhoca eu via a paixão em tudo que ele falava e descrevia sobre o trabalho dele “Claudiomar, você tá aqui dentro do meu sonho”, ele me falava apontando para a Academia dele. Como bom Capoeira, Minhoca trabalha com a disseminação da cultura e da língua e tem ideia de fazer um centro cultural brasileiro em sua academia. Tem uns projetos sociais também de Capoeira com crianças ciganas visando a auto-afirmação delas, que sofrem bastante preconceito na Romênia.
P.s: Abaixo, fotos aleatórias da Romênia:

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Capoeira pelo mundo – Capoeira no Irã


      Bem, pensei, já viajo para caramba, por que não aproveitar e começar a reunir dados sobre como está a capoeira no mundo? Sempre ouvi gente falando que a capoeira está em 140, 150, 160 países diferentes, mas nunca um trabalho de ir lá e visitar os grupo de capoeira fora do Brasil! Daí pensei, bem, vou começar a fazer isso. Já havia praticado capoeira na Síria e na China (clique aqui e aqui para ler as histórias), presenciado galera jogando na Polônia e em Cuba (clique aqui e aqui). Porém, o Irã foi o primeiro lugar onde realmente parei para entrevistar um instrutor de capoeira

      Comecei a fuçar pela internet e vi que havia um grupo de capoeira chamado “Me Leva” que parecia ter alguma coisa de capoeira por lá. Entrei em contato com os caras e eles me passaram o contato do instrutor de lá, o Pouya, que marcou um horário comigo. Ele me passou o endereço e fui lá encontrá-lo.
      Quando desci da estação de metrô, fiquei quase uma hora e meia andando de um lado para o outro tentando achar o lugar. Cara, não tinha jeito! Era quase impossível achar. O povo na rua não falava inglês e, depois de muito tentar, um vai daqui, outro vai dali, acabou que um cara na rua me pegou pelo braço, entrou em um prédio, subiu três lances de escada comigo e eu chegava no lugar. Não havia nada indicando que no lugar praticava-se capoeira. Sequer um anúncio. Sequer um cartaz. Aquilo era estranho. Acabou que deram três toques em uma porta, que mais parecia uma entrada de esconderijo, abriram só um pouco e perguntaram quem era. Quando falei que era o Claudiomar, me deixaram entrar! Lá dentro, por detrás de paredes de espuma, os capoeiras. Roupas brancas, sorriso, jogo, mandiga, aquele ambiente festivo de um lugar capoeira. Um dos rapazes, inclusive, usava uma bandana com a bandeira do Brasil. Porém, só homens.
      E fui conversar com o Pouya sobre a história dele na Capoeira.
      CARA, QUE HISTÓRIA
      O Pouya havia sido campeão mundial de Kickboxing e era fascinado por artes marciais, tendo estudos também em Caratê e Ninjutsu. Diz que certo dia estava procurando uma arte marcial que fosse mais acrobática e se APAIXONOU pela capoeira. Aqueles saltos, aqueles chutes, aqueles floreios, aquelas acrobacias, eram tudo que ele precisava. Procurou, procurou e procurou e viu que não havia nenhum capoeira no Irã. Ele deu o jeito dele. Há dez anos, por meio de vídeos da internet e baixando ebooks, ele mesmo foi o seu professor, um capoeirista autodidata.
      Depois de um tempo, amigos dele ficaram interessados na arte e começaram a pedir que ele os ensinasse aquela arte marcial que parecia tão apaixonante. Ela não era só chutes e socos. Ela tinha mandiga, ela tinha música, ela tinha ritmo, ela tinha malandragem. Então, há seis anos atrás, Pouya pensou em fazer algo mais sério e começou a procurar apoio em grupos de capoeira no mundo inteiro, dos caras que ele havia visto lutar só pela internet. Falou com dezenas, quase trinta mestres diferentes. Vários se prontificaram a ajudar, porém nenhum deles se dispôs a ir ao Irã, pois tinham receio de visitar o país. Depois de um tempo, já sem esperanças de sucesso, entrou em contato com o grupo Senzala e o Pedro, do Me Leva, se prontificou a ajudá-lo. Observou o Pouya por meio de vídeos e disse para ele “Ok, você sabe muito sobre saltos e chutes, mas nada sobre jogar Capoeira”, afinal, Capoeira não é só um chuta daqui e chuta de lá, capoeira é um jogo e Pedro começou a ensiná-lo. Pouya estudou sobre história e cultura brasileira, história da luta dos negros no Brasil, língua portuguesa entre outros temas para ter uma imersão completa.
      Depois de alguns anos, Pedro começou a ir ao Irã para os batizados e o grupo Me Leva continua ajudando bastante o Pouya no quesito instrução de Capoeira. Só esse ano houve três batizados.
      Porém, há um grande porém no Irã. Depois da Revolução, dançar começou a ser algo proibido e música é vista com desconfiança. Escutar música é até tudo bem, só que um show de música, por exemplo, é algo inconcebível no Irã atual. Daí eu te pergunto, como você faz uma roda de capoeira sem cantar? E é exatamente esse o problema que Pouya enfrenta no Irã hoje. Além disso, para quem nunca viu capoeira, ela mais parece uma dança. Na verdade, foi feita para parecer uma dança para no início não despertar suspeitas.
      Pouya tentou por algumas vezes fazer algumas rodas de capoeira em praças e parques do Irã só que aquilo sempre acabava mal. Depois ele tentou fazer sem música, só a roda (por mais que pareça ser impossível jogar capoeira sem música, era o jeito!) e ainda assim chegou a ser preso algumas vezes por teoricamente estar dançando e organizando dança em lugares públicos, por mais que tente explicar que aquilo trata-se de uma arte marcial (que não são proibidas no Irã). Certa vez conseguiu uma autorização por escrito do Ministério dos Esportes do Irã, começou a fazer a roda no parque. Não teve jeito. Preso de novo!
      Até mesmo o lugar onde eles praticavam sofre problemas, com o Pouya já tendo que mudar 15 ou 17 vezes o local de treino dele porque quando o dono do imóvel descobria o que eles estavam treinando, solicitava o imóvel de volta por medo de ter problemas. O local, como falei, não é um ginásio, uma academia, parece um compartimento secreto com espumas para abafar o som justamente para evitar problemas, por mais que não estivessem fazendo nada de errado. Diz ele que toda vez que alguém bate naquela porta, o coração dele dispara, achando que pode ser a polícia! Os alunos, claro, também tem um pouco de medo (quem não tem medo de polícia?), apesar de quando a polícia arruma problema, costuma sobrar só para ele. Esse é inclusive um dos motivos pelo qual prefiro não divulgar o local de treino.
      Outra, homens não podem treinar com mulheres e, se houvesse um grupo só de mulheres, Pouya não iria poder ensinar, teria que ser uma instrutora e todas as meninas iriam ter que usar o véu no cabelo MESMO TREINANDO. BE LIKE WATER
      Os capoeiristas do Irã sofrem hoje, portanto, uma marginalização e opressão estatal parecida com a dos capoeiras brasileiros do começo do século passado (quando a capoeira chegou inclusive a ser proibida). Não podem expressar a sua arte nas ruas, tendo que treinar em esconderijos. Porém, Pouya era apaixonado por Capoeira e continuava, ainda mais porque os alunos dele sempre continuam com ele, também pela paixão. Ele pode ter que mudar o local de treino quantas vezes for, que o pessoal continua com ele.
      Pouya finalizou dizendo que não importava as intempéries e quão sinuoso continuava o caminho, ele iria continuar seguindo como um difusor da capoeira. Finalizou com um ensinamento do Bruce Lee “Seja como água, e você nunca será dominado. Seja persistente, siga fluindo, siga se adaptando, se não há um caminho, ache o caminho, faça o seu caminho”

      Para mim foi impossível não ficar contagiado com a paixão que eles tinham pela Capoeira. Alguns daqueles alunos estavam há anos com o Pouya e continuavam treinando. No final do bate papo, depois da roda, fiz um discurso meio que emocionado (pô, por diversas vezes eu arrepio escrevendo esse texto lembrando de lá) para os bichos tentando motivar os bichos a nunca parar, a seguir com aquela paixão. Explicando para eles que Capoeira sempre foi uma luta pela liberdade, contra a dominação, contra a opressão e que eles estavam revivendo exatamente aquilo que ocorria no Brasil décadas atrás. Que em situações como essas, o tempo ruim parece que nunca vai passar, mas no final o caminho da perseverança sempre prevalece.
      Viva a Capoeira. Viva Pastinha. Viva Bimba. Viva Besouro. Viva a cultura brasileira.
      Be like water. 

     P.s: Se algum Capoeira estiver lendo isso aqui e conseguir alguma forma de contribuir com os nossos irmãos lá no Irã, pode contribuir aí na parte dos comentários. Não sei, por meio de um grupo de Capoeira, alguma Federação, Organização, não sei. Tou começando na Capoeira agora, confesso que sou um pouco ignorante sobre como se pode contribuir.
      P.s2: Se alguém quiser fazer um trabalho mais aprofundado ou até acadêmico, pode entrar em contato comigo, posso conceder trechos gravados da conversa que tivemos e também o contato dele. Porém, entendam se eu for bem desconfiado para ajudar, a situação, conforme descrevi, é um pouco complicada.


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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Goa, nossa casa na Índia!


Localização do estado 
de Goa na Índia
Quem visita a vasta Índia jamais vai imaginar que naquele mar de gente de uma virtual babel linguís tica vai encontrar al-gum lugar que se fala o nosso idioma por-tuguês.
A língua portu-guesa é falada no estado indiano cha-mado de Goa, região que foi dominada pelos lusitanos por mais de 400 anos. Apesar de ser o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, o estado de Goa detém o mais rico em PIB per capita da Índia.
Veja Goa no belo relato do Claudiomar Filho no seu blog O MUNDO NUMA MOCHILA. Vale a pena a visita. => => Quero ler!
Um vídeo humorístico sobre Goa: "Chegada dos portugueses à India.=> => Quero ver!




sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Hinduísmo


O Hinduísmo está entre as grandes religiões mundiais, mas para os nossos parâmetros ocidentais é uma religião muito maluca, para começar é politeísta e de imagens esquisitas sinônimo de primitivismo.Os deuses mais famosos são Brama, Shiva, Vishmu, Ganesh e muito outros mais.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Índia

Terminei de ver o filme da vida de Ghandi, acho que pela quinta vez ao longo dos anos. A Índia é uma potência emergente com o nosso Brasil, mas enquanto aqui a presidenta em zerar a miséria, lá, com seu problemático bilhão de habitantes, ainda tem muito chão a percorrer.
  Só pra vocês terem uma idéia de como a mão-de-obra deles é barata, empresas de telemarketing estão fechando as suas filiais em território estadunidense para poder abrir filiais na Índia... Enquanto um atendente de telemarketing ganha por volta de 15 dólares por hora na Califórnia, na Índia ele vai receber entre 250 e 300 dólares POR MÊS... Outro ponto que me deixou fascinado em relação a esse abismo entre o preço da mão-de-obra do resto do mundo e a indiana refere-se ao novo tipo de turismo hoje em crescimento na Índia. É o ‘turismo médico’. O americano tem que fazer um processo cirúrgico.
 A cirurgia nos Estados Unidos custa de 150.000 a 200.000 dólares. Na Índia, com um médico de igual qualificação, muitas vezes formado em universidades americanas, 10.000 dólares. O que fazer? O cidadão junta seus apetrechos e vai de mala e cuia pra Índia. Realiza a operação, fica um mês no país se recuperando, depois mais um mês viajando, volta pros Estados Unidos e gasta metade da grana que ia gastar só pra ser cortado nos EUA. Compensa? Por último, algo que eu achei interessante. Apesar de a Índia ser a maior democracia do mundo, lá o homossexualismo é proibido por lei! Dá pra acreditar nisso?”

quarta-feira, 18 de março de 2015

*Rio Ganges (Índia)*

"Só sei que andando um pouco acabei chegando ao Rio Ganges. Ao chegar ao Ganges, de longe, avistei um prédio de onde havia tirado uma foto. Olhei na máquina e confirmei o local. Daí tive uma ideia genial. Bastava apenas seguir o curso do Ganges, atingir o prédio e de lá caminhar para a pensão. Quando começamos a seguir o curso do rio, meu amigo, apareceu os dois meliantes BABANDO de raiva. O cara já veio gritando: - “Onde vocês tavam? Quem mandou vocês virem por aqui?”. Eu que já não tava com muita paciência o mandei calar a boca, falei que não precisava da autorização dele pra andar em Varanasi e mandei ele ir embora porque eu já sabia como voltar pra casa. O cara não gostou mesmo. Falou que queria o dinheiro dele. Fui lá e devolvi os vinte e cinco centavos que ele havia pagado ao velho da charrete e mandei ele ir embora. Pensa que foi? Na terra dos mil roubos um safado nunca sai com as mãos abanando..."

segunda-feira, 15 de julho de 2013

*Cubanos!*

a
Cuba, o que você conhece de Cuba? Muito pouco, talvez a Cuba en- viesada pela pro-paganda sisteti-ca patrocinada pelos americanos que não conseguiram der-rotar o regime ca-trista.
 Claudiomar Filho, formado em re- lações internacionais sem nenhuma cor partidária relata: " A primeira coisa que me deixou mais im- pressionado sobre Cuba em si, dis- parado, foi, cara, como eles são gente boa. Como os cu- banos nas ruas são educados, solícitos, sempre estão dispostos a te ajudar e parecem ter uma alegria indescritível". E do alto de sua experiência de quem conhece mais de 50 países se espanta na sua chegada: "o ta- xista que me trouxe do aeroporto ia me explicando tudo da cidade, o que era cada prédio, juro que achei que ele ia me pedir dinheiro de- pois, afinal, ele era taxista. Mas não, fo- mos dando risada do aeroporto até o al-bergue e ele só me cobrou o combinado. Nem  parecia a Índia!
  Em Cuba, país em que um médico ganha 45 dólares por mês, é de se supor que as pessoas não fossem capazes de se oferecer e pagar cervejas para uma pessoa que mal tinha conhecido. E foi o que aconteceu com um grupo de jovens com que Claudiomar fez amizade repen-tina. Mais surpresa quando foi conhecer a casa onde eles moravam "uma casa colonial que era uma verdadeira jóia por si só. Datava de 1939 e possuía um estilo colonial bem forte, com um luxo deca-dente (pô, algumas partes do teto eram banhadas a ouro!). Até um banco feito todo de mármore enfeitava a sala". A mansão pertenceu a um milionário que fu- giu quando Fidel Castro chegou ao poder.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Porque Cuba?

Andar pelas ruas de Cuba é como andar em um
museu automobilístico da década de 50
Claudiomar Ro-lim Filho, formado em relações inter-nacionais pela Uni-versidade de Brasí-lia, resolveu passar as férias em Cuba e logo lhe pergun-tavam "Porque Cu-ba?". Ele respondia "que iria para Ve-nezuela e depois para Cuba todo mundo perguntava se eu estava me esforçando para nunca mais poder entrar nos Estados Unidos, ainda mais depois que fui para a Coréia do Norte. Porém, cara, Cuba é um aprendizado. Assim como falam muita besteira sobre a Coréia do Norte, pude testemunhar que também se fala muita besteira sobre Cuba, como vou demonstrando durante os posts".
Fotos de Havana
  O princi-pal motivo da escolha foi o de querer via-jar para os dois países an-tes da morte de Fidel ou de Chávez. Ele te-ve sorte che-gou à Vene-zuela uma se-mana depois do Chávez fa-lecer e perdeu o momento histórico de ver o enterro dele na Venezuela. "Por outro lado, pude presenciar um pouco da morte de Chávez estando em Cuba, vendo uma comoção maior que a da Venezuela, haja vista que a economia cubana hoje depende muito dos incentivos venezuelanos iniciados por Chávez".
Veja os links:

domingo, 31 de março de 2013

Mergulho no Céu

Bon vivant este meu filho!: Claudiomar Filho. Rei das aventuras. Dentre as muitas já deu uma volta no mundo por 37 países durante exatamente um ano de duração. Hoje gestor público federal no Ministério da Integração, reside em Brasília.
A última é esta, pular de pára-quedas. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mochila extraviada e mercado com muita confusão

Bagagem extra- viada é sempre dor de cabeça. Agora imagine ser extra- viada por alguém que sai do Brasil, via Estados Unidos, e chega na China e constata a péssima notícia: a bagagem não chegou! O inferno começa ao reclamar no guichê da empresa no aeroporto da China e não há ninguém que falasse um inglês decente para poder me explicar o que estava acontecendo. O recurso é a mímica! Depois de mil ginásticas ficaram de entregar a bagagem no dia seguinte.
    O que fazer então? Ir com- prar pelo me- nos as coisas mais íntimas. Para comprar cuecas, o jeito é abrir o cin- turão, baixar um pouco as calças e mostrando a cueca, fazer mímicas para o vendedor entender.
     Dia seguinte a bagagem não chega! Com- prar cuecas, comércio fe- chado, só uma loja aberta. Só vendedoras. 
  UFA!
      Não tinha como abrir o cinturão para uma mulher.
      Através das salvadoras mí- micas, o jeito é mostrar a cal- cinha dela e fazer sinal de que era pra homem. Daqui a pouco a vendedora volta com calcinhas, não e não. Ela acha que entendeu e volta com sutiãs! Não, nada disso. O jeito é folgar um pouco a calça e apontar para dentro. Ah, enfim foi possível comprar cuecas.
    No terceiro dia, já nas vésperas de embarcar para a Coréia do Norte, enfim aparece a bagagem extraviada!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A caminho da China – Coréia do Norte

Viajar para Flórida e ver Disneyworld ou então fazer um pacote para um périplo pela Europa, com direito a Paris, Londres e Roma é batata, fácil demais.
Agora se envereda pela Coréia do Norte, não a do Sul, mas a comunista, é um passeio que poucos podem se dar ao luxo de fazer. É uma viagem dispendiosa por não há incontáveis opções de ofertas como no mundo capitalista.
E quando ainda no trecho inicial já começa as zebras? Ah, é de se exclamar "o que eu fiz para merecer isso?!?!?! Porque o senhor faz isso comigo? Já não basta eu ter nascido maranhense e ter que ficar a vida inteira ouvindo piada sobre ser filho do Sarney e além disso ser parecido com o Zacarias??".
Claudiomar Matias Rolim Filho