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sábado, 25 de março de 2017

ANTÔNIO AQUINO DE ALBUQUERQUE

      O brilho próprio do cidadão e deputado Edme Tavares não ofuscou igual qualidade dos seus pais e de seus irmãos e irmãs.
      Seu Aquino nasceu em Cajazeiras, mantendo residência, inicialmente, na Praça João Pessoa e, posteriormente, na tradicional casa localizada na Av. Padre Rolim, artéria em que residiam filhos ilustres de nossa terra, como Dr. Juca Peba, Timóteo Pereira, Inácio Assis, Chico Matias, Midu, Rita Assis, Dr. Ferreira, entre tantos outros moradores ilustres.
      Formado em Ciências Contábeis, em Recife-PE., ele exerceu atividades ligadas à sua formação, como contador em várias firmas locais. Também militou no meio empresarial como proprietário de loja de imóveis, localizada na Av. Epifânio Sobreira.
      No plano empresarial e social, foi membro de diretorias de Cooperativas e Clubes Sociais, desempenhando suas funções dentro de um padrão de seriedade e responsabilidade, aspectos enaltecidos pelos seus contemporâneos.
      Os fins de semana, ele com sua esposa Dona Honorina Tavares de Albuquerque e seus filhos desfrutavam da labuta diária na sua Fazenda Pau d’Arco, sendo ele próprio um frequentador assíduo das vaquejadas que se realizavam na Fazenda Serrote.
      Dona Honorina, como seu esposo, além de católica praticante, como o era toda a sua família, também se dedicou à missão de ensinar às gerações de sua época. Como professora, lecionou no Colégio São Luiz e na Escola Normal Dom Moisés Coelho; desempenhou a função de Secretária do então Prefeito de Cajazeiras, Hidelbrando Leal – gestão de 1929 a 1935 –; foi colaboradora da revista Flor de Lis e desempenhou a missão de Presidente da Associação das Voluntárias.
      De personalidade comunicativa e dotada de enorme generosidade, envolveu-se em diversas ações filantrópicas e em projetos sociais, como colaboradora de obras assistenciais, tendo participado diretamente da arrecadação de meios de natureza financeiras destinados à construção da Catedral de N.S. da Piedade, nos tempos do saudoso Dom João da Mata Amaral.
      De casal tão religioso, influente e consciente de sua missão, sempre presentes e atentos na formação religiosa e educacional dos seus filhos, tendo lhes transmitido o melhor exemplo de caráter e responsabilidade não poderia ter surgido prole tão eminente: o saudoso amigo Edme Tavares, político empreendedor, hoje é reconhecido como um dos filhos mais ilustres de nossa terra; Reginaldo, médico reconhecido em toda a região pela sua atuação como Presidente da UNIMED – Norte/Nordeste; Ednaldo, engenheiro civil, com relevantes serviços prestados à antiga SAELPA, tornou-se empresário na área de restaurantes – Mangai e Nau; Edna, licenciada em Letras Neolatinas e Pedagogia; Edneide, com formação superior em Administração Pública e Serviço Social, desempenhou a função de Auditora Federal de Controle Externo do TCU; Regina, com formação superior em Administração Pública e Serviço Social.
      Dentre os irmãos de Seu Aquino, que residiram em Cajazeiras, vêm-nos à memória Adauto, Nestor, Mariauta e Francisquinha Albuquerque; como irmãos de Dona Honorina, citamos Tomé, José e Angelina Tavares.
      O casal Aquino/Honorina desfrutava da amizade mais próxima dos casais Antônio Dutra/Alzira, Álvaro Marques/Ana Júlia, Moacir Amaral/Dorinha, Antônio Rolim/Fortunata, Deusdedit Leitão/Maria José, Monsenhor Abdon Pereira, Dr. Otacílio Jurema, Profª. Vitória Bezerra, entre outros.
      São todos personagens que nos vêm à lembrança, fazendo-nos rememorar uma cidade ainda provinciana que cultivava o saudável hábito das visitas e conversações noturnas sob a brisa quase sempre quente das noites cajazeirenses.

Fonte: Coisas de Cajazeiras

domingo, 25 de setembro de 2016

Um grande homem público cajazeirado: médico João Izidro.

   João Izidro era um médico cajazeirado pe diatra, clínico geral e apesar de sua altivez, era uma pessoa mo-desta. 
  Nasceu em 08 de agosto de 1906, estu-dou em Fortaleza, mas veio a se formar na Faculdade de Medi-cina de Recife em 1937 vindo morar na cidade de São João do Rio do Peixe onde casou com sua amada Francisca Bernardo de Albuquerque - Dona Chiquinha - com quem teve os filhos Dr. Luís Carlos de Albuquerque e Dr. Carlos Alberto de Albuquerque, e, por adoção, a menina Vera. Ainda em São João do Rio do Peixe, Dr. João Izidro teve uma militância política que lhe causou dissabores e o motivou a se mudar para Cajazeiras.
Foi um dos baluartes do Hospital Regional de Cajazeiras, onde muito se dedicou como um dos grandes profissionais. prestando  atendimento aos cajazeirenses e sertanejos.
   Além da Medicina atuou no campo político, foi candi-dato a vereador pela pri-meira vez em 1955, não lo-grando êxito. Como no pleito seguinte de 1963 não foi mais candidato apostava-se que ele teria se de-sencantando da política de uma vez por todas. Não sei o motivo, porém ele voltou a ser candidato em 1963, desta vez sendo vitorioso, sendo um dos mais atuantes da legislatura, ocupando a presidência da casa. Dr. João Izidro teve uma grande participação para a criação do curso de Medicina em Cajazeiras, além de participar ativamente do Abrigo de Idosos Lucas Zorn. Ainda no seu vasto currículo consta ainda a direção do Colégio Comercial Monsenhor Constantino Vieira. Faleceu aos 93 anos de idade no ano de 2.000 na cidade do Recife em 1906.

As informações são de Francisco Matias Rolim e de Irismar Gomes da Silva de sua obra Cajazeiras e Minhas Lembranças.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Seu Arcanjo no livro "Retalhos de Vidas" do cajazeirado Pedro Lins

Como de costume procuro a papai sua opinião sobre o que vou publicar, sua memória privilegiada e a sua longevidade o torna um arquivo vivo da história cajazeirense.
Sobre seu Arcanjo começou logo como costumeiramente diz um grande amigo: “Teresa (esposa), só fazia feira no armazém dele, ele sempre sentado na cadeira, forrada por um coxim, dela não se afastava nem um minuto, ele era o caixa-geral, amigo de todo mundo e a todos saudava. As reuniões políticas, principalmente nos tempos do Wilson Braga, seu grande amgo, eram feitas na casa dele era do partido. Era um homem querido, afável e cordato, era um homem bem informado e de bons conselhos. As más línguas comentavam que mal Wilson chegava logo chamava um conhecido vereador, deste tempo, a quem encomendava uns encontros furtivos com as belas menidas da cidade”. Quem era esse? A resposta vem incontinenti: "Deixa pra lá, era o povo era que falava! Gente que não tinha o que fazer!"
Como Chico Rolim, todos guardam as boas lembranças deste cajazeirado que de arrimo de família se tornou um grande empresário, chegando à Cajazeiras começou com uma mercearia que transformou “em Ar­mazém de Estivas, com vendas em grosso e a retalho, denominado de ‘Armazém Rio Pira­nhas’, inclusive liderou o comércio no ramo de estivas durante três décadas” como informa Pedro Lins no seu livro.
Veja mais da obra de Pedro Lins:

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Após quase quatro décadas dedicado ao ensino em Cajazeiras, professor sai de sala de aula

  É um dos mais conceituados profissional ligados aos esportes em nossa região e um destaque no futebol.


     Após uma vida toda ela dedicada ao ensino da Educação Física e ao Esporte em nossa re-gião, o professor vem sendo alvo de manifes-tação de carinho e re-conhecimento pelo tra-balho desenvolvido em favorecimento à Educa-ção Física e aos Espor-tes, pelos companheiros professores e pela so-ciedade local. O pro-fessor Reudesman Lopes Ferreira iniciou a sua trajetória na docência no ano de 1978, no Colégio Oswaldo Pessoa, na capital do estado, quando ainda era acadêmico de Educação Física. Concluído o curso, regressou a Cajazeiras e logo foi lecionar no Colégio Estadual de Cajazeiras, neste estabelecimento, exerceu a função de coordenador de Educação Física, em abril de 1908, recebeu o convite para professor de Educação Física do Colégio Nossa Senhora de Lourdes e neste colégio permaneceu por 17 anos até o seu ingresso na Universidade Federal da Paraíba em 1997 como professor efetivo e com dedicação exclusiva.
     Nos anos 80, também foi professor do Colégio Diocesano Padre Rolim quando era o seu diretor o padre Luiz Gualberto. No município, ele ensinou na Escola Coriolano de Sousa Neto em Divinopólis, Vitória Bezerra e Cecília Meireles em Cajazeiras. Foi monitor de Educação Física na FAFIC em Cajazeiras e professor substituto da Universidade Federal da Paraíba, Centro de Formação de Professores de Cajazeiras. Em 1997 após aprovação em concurso público foi nomeado para professor de Educação Física da Escola Técnica de Enfermagem Maria Letícia Botelho, escola vinculada a Universidade Federal da Paraíba.
Educação
     Pela sua devoção a causa do ensino da Educação Física em nossa região, o professor Reudesman foi convidado pelo Padre Luiz Gualberto de Andrade para fazer parte da equipe técnica que estava sendo montada em Cajazeiras para a criação da Regional de Educação do Estado da Paraíba e durante 9 anos esteve à frente da Coordenação Regional de Educação Física sediada na terra do Padre Rolim e foi por seu intermédio que vimos Cajazeiras sediar os primeiros Jogos Escolares do Sertão.

     É um dos mais conceituados profissional ligados aos esportes em nossa região e um destaque no futebol. Milita na crônica esportiva desde 1978 e participa ativamente da vida futebolista da terra do Padre Rolim é autor do livro História do Futebol de Cajazeiras uma pesquisa a que se dedicou por longos 12 anos de trabalho, a exatos 15 anos é colunista de esportes do Jornal Gazeta do Alto Piranhas.

     Foi presidente da Liga Cajazeirense de Desportos e na sua gestão teve a entidade reconhecida perante a Federação Paraibana de Futebol com a publicação do seu estatuto e desta feita sendo esta oficializada de fato e de direito. Orgulha-se de dizer que foi de forma voluntária, o primeiro Preparador Físico do Atlético Cajazeirense de Desportos e nas horas difíceis também seu treinador.

Dedicação
     Apaixonado por Cajazeiras, vem prestando de forma competente e comprometida, ações voltadas para a comunidade local com a realização de projetos na área das atividades físicas, destaque para os movimentos com grupos de pessoas da Terceira Idade na Zona Norte e Sul desta cidade. Também se destacou de forma excepcional no Projeto Clube da Saúde – Caminhar Faz Bem para o Corpo e para a Mente e hoje se sente realizado em ver a sua contribuição para que a Caminhada fosse vista como forma de prevenção e manutenção da saúde dos cajazeirenses.
Sonho
     O professor informou que mantém um objetivo a ser conquistado, trata-se do Museu de Cajazeiras e com ele mostrar todo o seu vasto e memorável acervo do futebol cajazeirense.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Quem é Dr. José Lins Rolim?

Um cajazeirense é reconhecido como grande estudioso para o conhecimento da Paleontologia e Estratigrafia do Nordeste brasileiro: Dr. José Lins Rolim.
     O Professor José Lins Rolim nasceu em Cajazeiras, Paraíba em 14 de outubro de 1921 e é o  o irmão mais velho do nosso conhecido Padre Raimundo,  pároco-emérito da Paróquia N. Sra. de Fátima aqui de Cajazeiras. Respeitadíssi-mo no mundo acadêmico formou-se em História Natural, na Universidade Católica de Pernambuco em 1964. De 1965 a 1992 foi professor da UFPE e pesquisador do CNPq, quando se aposentou após dedicar-se por 27 anos ao magistério na UFPE. Mestre em Geociências pela UFRGS, com estudo da Geologia do Quaternário Continental do Nor-deste brasileiro, com ênfase em Paleontologia de Mamíferos do Pleistoceno. 
     Doutorou-se em 1964 também na UFRGS em Estratigrafia. Desenvolveu trabalhos nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco tendo feito grande número de campanhas de campo deixando importante acervo de mamíferos pleistocênicos na coleção. Ao se aposentar, permaneceu na função de docente pelo período de dois anos.
    Hoje o  Departamento de Geologia possui precioso acervo fossilífero de macro- e microfósseis, construído ao longo de 50 anos de existência por professores e fun-dadores da instituição, entre outros o professor José Lins Rolim, que muito contribuíram para o conhecimento da Paleontologia e Estratigrafia do Nordeste brasileiro.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Saora, o padeiro de Cajazeiras!

 
Saora, Severino Cabral dos San-tos, marcou uma âncora na história de Cajazeiras. Cajazeirado de Patos, chegou jovem para trabalhar como padeiro, engenhoso e inteligente, logo tornou-se dono do seu próprio negócio e foi sucesso ao lançar o pão doce que ele alcunhou de "jacaré de coco", meus amigos de infância ao se lembrar do jacaré do seu Saora fica logo de água na boca.
Conta papai, que eram muito amigos, que Saora saía com o balaio de pão na cabeça quando via um mulher bonita: "Olha o pãozão de arrouba, quem vai querer". Quando passava por uma mulher magra e feia mudava o mote: "Olha o pãozão de arrouba, tá um restinho, está se acabando ". Com as suas brincadeiras, de muito marketing, se deu bem e formou vários de seus filhos.

Hoje no DIA DO PADEIRO, não mais oportuno do que saudar o velho Saora, transcrevendo uma sinopse, diria até mal feita pela pressa, do Livro " O Pão da Memória" cujo autor é o seu filho homônimo. 


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

*LEGADO DE DOM HÉLDER CÂMARA*

O arcebispo Dom Helder Câmara é figura singular na história da Igreja Católica no Brasil. Diminuto, magérrimo, poucos o superavam em oratória: adornava as ideias com gestos efusivos e um senso de humor incomum ao se tratar de bispos. Por onde andasse, lotava auditórios: Paris, Nova York, Roma... Entre os anos de 1960-80, apenas dois brasileiros gozavam de ampla popularidade no exterior: Pelé e Dom Helder.
Um homem de hábitos simples. Visão empreendedora. Bispo vermelho Homem de fé. Sofreu perseguições e lutou arduamente pelos direitos humanos. Leia O LEGADO DE DOM HELDER CÂMARA escrito pelo Frei Betto e veja uma iconografia completa deste grande homem.

Dom Hélder Câmara

sexta-feira, 12 de julho de 2013

*Rivaldo Antônio Santana - O Maestro, por Francisco Cleudimar F. de Lira*


Fui o primeiro maestro que vi reger um coral, pasmado assistia os seus rodopios, rebolando, balançando a sua batuta para todos os lados, eu sem entender nada daquela “encenação”, pensei ser um maluco exibido, papai notou o meu espanto e me explicou que sem ele o coral não executaria o número.  A explicação piorou, aí é que não entendi nada. Eu não sei quantos anos eu tinha, certamente menos de dez.
Rocambolesca foi a sua história, passava um circo mambembe por Cajazeiras e no seu elenco um músico de mão cheia. Olhou, gostou e resolveu trocar a sua cidade natal, Vitória de Santo Antão, pela terra do Padre Rolim.
Aqui foi logo estimulou a criação de uma banda de música, que na sua primeira apresentação em público executou duas peças: o Hino Nacional Brasileiro e o dobrado Marcha do Soldado.
Ele se chamava Maestro Rivaldo Antonio Santana, um cajazeirado que fez história na sua nova terra.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O livro de memórias de Tota Assis

Tota Assis, descreve Frassa-les, deixou seu marcado indele-velmente na história cajazeirense pela sua obra seu A(s) Cajazeiras que eu vi e onde vivi, um livro de memória como muitas "emoções da família e de amigos" descritas pelo seus caráter bonachão e um ardo-roso defensor de suas ideias. Ressalva ainda o cronista que a obra mitiga as lacunas de uma tradição que marca a historiografia caja-zeirense, tradição que vem desde do Padre Heliodoro, o primeiro biógrafo do venerável Padre Rolim. Parabeniza os seus familiares pela justa homenagem ao patriarca "com esta nova edição mais bem cuidada para marcar as comemorações dos cem anos de nascimento do bonachão Antonio Assis Costa. Homenagem justa, merecida, oportuna. E útil para a história de Cajazeiras".