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domingo, 25 de fevereiro de 2018
Distrito de Engenheiro Ávidos, ou simplesmente, Boqueirão de Piranhas - Cajazeiras PB.
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Mistérios da meia-noite (Cavalcante Junior)
domingo, 8 de outubro de 2017
IMAGENS SERTANEJAS (XLI)
Um pé de cuité com uma bela cabaça, muito procurada pelos mestres de engenho de engenho de rapadura e que tem uma grande utilidade para mexer o caldo de cana por suportar altas temperaturas. Ainda existem pés de cuité em margens de rio, como este do Rio Piranhas, em Cajazeiras, Paraíba, no Sítio Caiçara
José Antonio Albuquerque
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Waldemar e Maria -Bodas de Ouro

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segunda-feira, 3 de julho de 2017
A Primeira Camisa Oficial da História do Atlético
domingo, 2 de julho de 2017
Os heróis na história de cajazeiras, segundo Zé Antônio!
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domingo, 25 de junho de 2017
PRAÇA DO PIRULITO - CADÊ O PIRULITO ?

Foto e texto José Maria Gurgel - Cajazeiras - PB
Na verdade Praça José Rolim Guimarães, batizada pelo povo como Praça do Pirulito em razão das luminárias da praça, no tempo da inauguração, parecidas com pirulitos que hoje não existe nenhum.
Outras cidades Brasil afora tem praças com esse mesmo nome, pela mesma razão, Belo Horizonte - MG, Maceió - AL, Crateús - CE, Xique Xique - BA...
O Bar do Pirulito conseguiu imortalizar a denominação popular da praça que já foi point da cidade e ainda hoje é local agradável de encontros pelo verde que ostenta ao redor e outras atrações...
Conta-se que na inauguração da praça pelo Prefeito Chico Rolim (foto), o mesmo declarou solene, na presença dos Guimarães e Rolim, os homens de paletó, as mulheres de longo, banda de música, imprensa, foguetório, muita gente...
- Declaro inaugurada a Praça José Rolim Guimarães, também chamada de Praça do Pirulito...
Os Rolins e os Guimarães não gostaram dessa "desfeita" ao parente ilustre e saíram de fininho da solenidade.
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| Foto e texto José Maria Gurgel - Cajazeiras - PB |
Na verdade Praça José Rolim Guimarães, batizada pelo povo como Praça do Pirulito em razão das luminárias da praça, no tempo da inauguração, parecidas com pirulitos que hoje não existe nenhum.
Outras cidades Brasil afora tem praças com esse mesmo nome, pela mesma razão, Belo Horizonte - MG, Maceió - AL, Crateús - CE, Xique Xique - BA...
O Bar do Pirulito conseguiu imortalizar a denominação popular da praça que já foi point da cidade e ainda hoje é local agradável de encontros pelo verde que ostenta ao redor e outras atrações...
Conta-se que na inauguração da praça pelo Prefeito Chico Rolim (foto), o mesmo declarou solene, na presença dos Guimarães e Rolim, os homens de paletó, as mulheres de longo, banda de música, imprensa, foguetório, muita gente...
- Declaro inaugurada a Praça José Rolim Guimarães, também chamada de Praça do Pirulito...
Os Rolins e os Guimarães não gostaram dessa "desfeita" ao parente ilustre e saíram de fininho da solenidade.
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quarta-feira, 3 de maio de 2017
Viajando na história dos cajazeirenses e cajazeirados!: Olhem o anjinho com a mão na testa!
Esta foto é do inicio da década de 40, o local da foto é onde hoje é a Rua Coronel Justino Bezerra, hoje no local temos o prédio onde funciona a RADIO ALTO PIRANHAS.
Ferreirinha
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quarta-feira, 26 de abril de 2017
Morre, aos 52 anos em Minas Gerais, apresentador da TV Correio Jota Júnior
terça-feira, 25 de abril de 2017
Quem são estes jovens que faziam parte dos Penetras de Cajazeiras? (Viajando na história dos cajazeirenses e cajazeirados! (0))
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segunda-feira, 24 de abril de 2017
AÇUDE ENGENHEIRO ÁVIDOS
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domingo, 23 de abril de 2017
Hospital Municipal de Cajazeiras: existiria um débito impagável?
Por onde anda o processo de execução?
A Construtora Queiroz Galvão S/A ajuizou no dia 29/05/2009 uma ação de execução por quantia certa sob nº 0132009001018-5 cobrando do município de Cajazeiras – PB a quantia de R$2.276.038,57, alegando que tal crédito foi oriundo de um contrato de empreitada celebrado com a edilidade para a construção do Hospital Municipal de Cajazeiras no ano de 1992, afirmando que algumas ordens de serviços foram emitidas pela executada e realizadas pela exeqüente, porem, não foram pagas pelo município-credor, permanecendo em aberto até aquela data.
O Juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Dr. Edivan Rodrigues Alexandre, em 26/06, recebeu a execução e determinou a citação do município de Cajazeiras, na pessoa do seu representante legal ou procurador geral,para que, no prazo do Art. 730do CPC (10 dias), querendo apresentasse embargos à execução, sob pena de constituição de crédito em precatório*.
Esta obra foi iniciada no último ano do mandato do então prefeito de Cajazeiras, médico Antonio Vituriano de Abreu (1989/1992), que a deixou inacabada e hoje só restam os escombros.
(*) Parte desta matéria foi publicada na Edição Quinzenal (08 a 21 de julho de 2009), no jornal Folha Vip de Cajazeiras.
Por onde anda o processo de execução?
A Construtora Queiroz Galvão S/A ajuizou no dia 29/05/2009 uma ação de execução por quantia certa sob nº 0132009001018-5 cobrando do município de Cajazeiras – PB a quantia de R$2.276.038,57, alegando que tal crédito foi oriundo de um contrato de empreitada celebrado com a edilidade para a construção do Hospital Municipal de Cajazeiras no ano de 1992, afirmando que algumas ordens de serviços foram emitidas pela executada e realizadas pela exeqüente, porem, não foram pagas pelo município-credor, permanecendo em aberto até aquela data.
O Juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Dr. Edivan Rodrigues Alexandre, em 26/06, recebeu a execução e determinou a citação do município de Cajazeiras, na pessoa do seu representante legal ou procurador geral,para que, no prazo do Art. 730do CPC (10 dias), querendo apresentasse embargos à execução, sob pena de constituição de crédito em precatório*.
Esta obra foi iniciada no último ano do mandato do então prefeito de Cajazeiras, médico Antonio Vituriano de Abreu (1989/1992), que a deixou inacabada e hoje só restam os escombros.
(*) Parte desta matéria foi publicada na Edição Quinzenal (08 a 21 de julho de 2009), no jornal Folha Vip de Cajazeiras.
Cajazeiras: Nossa Senhora Aparecida explodiu misteriosamente
Imagem da Santa explodiu no centro de Cajazeiras (foto: Kyioshi Abreu)
No final da tarde deste sábado (22), uma imagem de Nossa Senhora Aparecida explodiu misteriosamente no centro de Cajazeiras, Sertão da Paraíba.
Segundo informações de populares, após ouvirem um forte barulho, ao chegarem no local, os moradores viram a imagem da santa totalmente destruída no chão.
Imagem da Santa explodiu no centro de Cajazeiras (foto: Kyioshi Abreu)
A imagem que fica localizada na Praça da Rua 13 de Maio no Centro da cidade, foi construída pelo empresário Lamartine de Sá Braga em homenagem a seu pai Francisco de Lira Braga mais conhecido por “Francimar da Farmácia”.
Ainda não se sabe a causa da imagem ter sido destruída, mas a explosão pode ter sido ocasionada por conta do clima quente da região e a exposição da imagem ao sol.
Imagem da Santa explodiu no centro de Cajazeiras (foto: Kyioshi Abreu)
Fonte: DIÁRIO DO SERTÃO

Imagem da Santa explodiu no centro de Cajazeiras (foto: Kyioshi Abreu)
No final da tarde deste sábado (22), uma imagem de Nossa Senhora Aparecida explodiu misteriosamente no centro de Cajazeiras, Sertão da Paraíba.
Segundo informações de populares, após ouvirem um forte barulho, ao chegarem no local, os moradores viram a imagem da santa totalmente destruída no chão.

Imagem da Santa explodiu no centro de Cajazeiras (foto: Kyioshi Abreu)
A imagem que fica localizada na Praça da Rua 13 de Maio no Centro da cidade, foi construída pelo empresário Lamartine de Sá Braga em homenagem a seu pai Francisco de Lira Braga mais conhecido por “Francimar da Farmácia”.
Ainda não se sabe a causa da imagem ter sido destruída, mas a explosão pode ter sido ocasionada por conta do clima quente da região e a exposição da imagem ao sol.

Imagem da Santa explodiu no centro de Cajazeiras (foto: Kyioshi Abreu)
Fonte: DIÁRIO DO SERTÃO
O HOMEM MAIS SABIDO DE CAJAZEIRAS
Em 1975 foi publicada a primeira edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Foi, e continua sendo fenômeno editorial brasileiro. Só não vendeu mais que a bíblia, no Brasil.
Bem, Cajazeiras poderia ter um colaborador para esse fenômeno editorial, tendo em vista que ele era um apaixonado por palavras. Apaixonado ao ponto de ser um exibidor de vocabulário escorreito, digo: apurado. Suas palavras eram pronunciadas ao sabor da prolixidade, digo: muito longo, ou difuso.
Não, o nosso personagem amante da língua pátria não era escritor, não era jornalista, não era intelectual, no sentido lato, digo: amplo, da palavra, não freqüentava as rodas literárias de Cajazeiras, não tinha liame, digo: ligação, com a nata, digo: o que há de melhor, da intelectualidade cajazeirense contemporânea, digo: que vive na mesma época.
A vaidade e a erudição, digo: instrução vasta e variada, de nosso personagem, com certeza se renderia aos apelos e a ovação, digo: aplausos ou honras entusiásticas, de entrar para a Academia Cajazeirense de Letras, se assim houvesse.
Sua sapiência, digo: sabedoria divina, encantava e admirava a todos. A todos que se rendiam a seu estilo loquaz, digo: palavroso, verboso.
Essa figura impoluta, digo: pura, virtuosa, não tinha escritório de advocacia para verbalizar data vênia, digo: expressão respeitosa com que se principia uma argumentação, e logorréias, digo: hábito de falar com excesso.
Talvez nossa figura em destaque fosse o precursor, digo: que precede, da criação genial do dramaturgo Dias Gomes, Odorico Paraguassu. O linguajar rebuscado, digo: requintando, era sua marca registrada.
Afinal, se ele não estava numa banca de advocacia, onde ele estaria então? Estava ele num banco. Não, não era no Banco do Brasil. O seu banco, era o banco onde ele estava sentado vendendo tudo que uma budega sortida tinha para atender sua clientela. Sentado em seu banco, atendia a todos. Aos matutos, que se lhe rendiam basbaque, digo: que fica pasmo diante de tudo, e os urbanos de Cajazeiras.
Sua budega era bem provida, bem arrumada, bem limpa, de balcão bem organizado, distante dos balcões de outras budegas que serviam pinga em balcões sujos e imundos devido as goipadas dos pinguços dadas ao seu pé em louvor à dose do santo.
Sempre com seu dicionário apostos em sua mesinha de trabalho, onde ficava a gaveta do caixa, ali lia e relia (percebi o cacófato, digo: som destoante) as páginas de seu dicionário, de onde sairiam suas palavras difíceis arremessadas aos fregueses.
Se lhe perguntassem: - “Tem palito de dente?”, ele responderia: - “Você, nobre freguês, está a procura de pequenos gravetos propícios à extração de restos alimentares pós refeições?”. E se procurassem por rapadura, teriam como resposta: - “Meu caro freguês, você está solicitando um retângulo sólido, de doce natural, extraído da planta da família das gramíneas, processado via mecanismo laboral artesanal?”. Um rapaz queria sal de cozinha, e ele respondia: - “O jovem imberbe está a requisitar cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação?”
Em conversas com pessoas, se lhe contestassem o sentido de uma palavra, era o mesmo que chamá-lo para a briga, não a briga braçal, mas o acinte, digo: a provocação, em desmoralizá-lo em sua verborragia, digo: grande abundância de palavras, mas com poucas idéias, no falar ou discutir.
Por todo seu esforço em querer falar difícil e bonito, conquistando a admiração principalmente dos matutos, ele é considerado o homem mais sabido de Cajazeiras. Nem que seja nas mesas de bares e esquinas onde a galhofa e o palavrório é a tônica.
Seu nome é: Zecão.
Em 1975 foi publicada a primeira edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Foi, e continua sendo fenômeno editorial brasileiro. Só não vendeu mais que a bíblia, no Brasil.
Bem, Cajazeiras poderia ter um colaborador para esse fenômeno editorial, tendo em vista que ele era um apaixonado por palavras. Apaixonado ao ponto de ser um exibidor de vocabulário escorreito, digo: apurado. Suas palavras eram pronunciadas ao sabor da prolixidade, digo: muito longo, ou difuso.
Não, o nosso personagem amante da língua pátria não era escritor, não era jornalista, não era intelectual, no sentido lato, digo: amplo, da palavra, não freqüentava as rodas literárias de Cajazeiras, não tinha liame, digo: ligação, com a nata, digo: o que há de melhor, da intelectualidade cajazeirense contemporânea, digo: que vive na mesma época.
A vaidade e a erudição, digo: instrução vasta e variada, de nosso personagem, com certeza se renderia aos apelos e a ovação, digo: aplausos ou honras entusiásticas, de entrar para a Academia Cajazeirense de Letras, se assim houvesse.
Sua sapiência, digo: sabedoria divina, encantava e admirava a todos. A todos que se rendiam a seu estilo loquaz, digo: palavroso, verboso.
Essa figura impoluta, digo: pura, virtuosa, não tinha escritório de advocacia para verbalizar data vênia, digo: expressão respeitosa com que se principia uma argumentação, e logorréias, digo: hábito de falar com excesso.
Talvez nossa figura em destaque fosse o precursor, digo: que precede, da criação genial do dramaturgo Dias Gomes, Odorico Paraguassu. O linguajar rebuscado, digo: requintando, era sua marca registrada.
Afinal, se ele não estava numa banca de advocacia, onde ele estaria então? Estava ele num banco. Não, não era no Banco do Brasil. O seu banco, era o banco onde ele estava sentado vendendo tudo que uma budega sortida tinha para atender sua clientela. Sentado em seu banco, atendia a todos. Aos matutos, que se lhe rendiam basbaque, digo: que fica pasmo diante de tudo, e os urbanos de Cajazeiras.
Sua budega era bem provida, bem arrumada, bem limpa, de balcão bem organizado, distante dos balcões de outras budegas que serviam pinga em balcões sujos e imundos devido as goipadas dos pinguços dadas ao seu pé em louvor à dose do santo.
Sempre com seu dicionário apostos em sua mesinha de trabalho, onde ficava a gaveta do caixa, ali lia e relia (percebi o cacófato, digo: som destoante) as páginas de seu dicionário, de onde sairiam suas palavras difíceis arremessadas aos fregueses.
Se lhe perguntassem: - “Tem palito de dente?”, ele responderia: - “Você, nobre freguês, está a procura de pequenos gravetos propícios à extração de restos alimentares pós refeições?”. E se procurassem por rapadura, teriam como resposta: - “Meu caro freguês, você está solicitando um retângulo sólido, de doce natural, extraído da planta da família das gramíneas, processado via mecanismo laboral artesanal?”. Um rapaz queria sal de cozinha, e ele respondia: - “O jovem imberbe está a requisitar cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação?”
Em conversas com pessoas, se lhe contestassem o sentido de uma palavra, era o mesmo que chamá-lo para a briga, não a briga braçal, mas o acinte, digo: a provocação, em desmoralizá-lo em sua verborragia, digo: grande abundância de palavras, mas com poucas idéias, no falar ou discutir.
Por todo seu esforço em querer falar difícil e bonito, conquistando a admiração principalmente dos matutos, ele é considerado o homem mais sabido de Cajazeiras. Nem que seja nas mesas de bares e esquinas onde a galhofa e o palavrório é a tônica.
Seu nome é: Zecão.
Bem, Cajazeiras poderia ter um colaborador para esse fenômeno editorial, tendo em vista que ele era um apaixonado por palavras. Apaixonado ao ponto de ser um exibidor de vocabulário escorreito, digo: apurado. Suas palavras eram pronunciadas ao sabor da prolixidade, digo: muito longo, ou difuso.
Não, o nosso personagem amante da língua pátria não era escritor, não era jornalista, não era intelectual, no sentido lato, digo: amplo, da palavra, não freqüentava as rodas literárias de Cajazeiras, não tinha liame, digo: ligação, com a nata, digo: o que há de melhor, da intelectualidade cajazeirense contemporânea, digo: que vive na mesma época.
A vaidade e a erudição, digo: instrução vasta e variada, de nosso personagem, com certeza se renderia aos apelos e a ovação, digo: aplausos ou honras entusiásticas, de entrar para a Academia Cajazeirense de Letras, se assim houvesse.
Sua sapiência, digo: sabedoria divina, encantava e admirava a todos. A todos que se rendiam a seu estilo loquaz, digo: palavroso, verboso.
Essa figura impoluta, digo: pura, virtuosa, não tinha escritório de advocacia para verbalizar data vênia, digo: expressão respeitosa com que se principia uma argumentação, e logorréias, digo: hábito de falar com excesso.
Talvez nossa figura em destaque fosse o precursor, digo: que precede, da criação genial do dramaturgo Dias Gomes, Odorico Paraguassu. O linguajar rebuscado, digo: requintando, era sua marca registrada.
Afinal, se ele não estava numa banca de advocacia, onde ele estaria então? Estava ele num banco. Não, não era no Banco do Brasil. O seu banco, era o banco onde ele estava sentado vendendo tudo que uma budega sortida tinha para atender sua clientela. Sentado em seu banco, atendia a todos. Aos matutos, que se lhe rendiam basbaque, digo: que fica pasmo diante de tudo, e os urbanos de Cajazeiras.
Sua budega era bem provida, bem arrumada, bem limpa, de balcão bem organizado, distante dos balcões de outras budegas que serviam pinga em balcões sujos e imundos devido as goipadas dos pinguços dadas ao seu pé em louvor à dose do santo.
Sempre com seu dicionário apostos em sua mesinha de trabalho, onde ficava a gaveta do caixa, ali lia e relia (percebi o cacófato, digo: som destoante) as páginas de seu dicionário, de onde sairiam suas palavras difíceis arremessadas aos fregueses.
Se lhe perguntassem: - “Tem palito de dente?”, ele responderia: - “Você, nobre freguês, está a procura de pequenos gravetos propícios à extração de restos alimentares pós refeições?”. E se procurassem por rapadura, teriam como resposta: - “Meu caro freguês, você está solicitando um retângulo sólido, de doce natural, extraído da planta da família das gramíneas, processado via mecanismo laboral artesanal?”. Um rapaz queria sal de cozinha, e ele respondia: - “O jovem imberbe está a requisitar cloreto de sódio, cristalino, branco, usado na alimentação?”
Em conversas com pessoas, se lhe contestassem o sentido de uma palavra, era o mesmo que chamá-lo para a briga, não a briga braçal, mas o acinte, digo: a provocação, em desmoralizá-lo em sua verborragia, digo: grande abundância de palavras, mas com poucas idéias, no falar ou discutir.
Por todo seu esforço em querer falar difícil e bonito, conquistando a admiração principalmente dos matutos, ele é considerado o homem mais sabido de Cajazeiras. Nem que seja nas mesas de bares e esquinas onde a galhofa e o palavrório é a tônica.
Seu nome é: Zecão.
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sábado, 22 de abril de 2017
Grupo Escolar Monsenhor Milanez, 1950, por Christiano Moura
A foto(grafia) – antigamente se chamava retrato – foi feita em nov./dez.1950, no Grupo Escolar Mons. Milanez, em comemoração à colação de grau dos alunos do antigo Curso Primário – 1º ao 4º ano do hoje Curso Fundamental.
Eis os concluintes,
alguns deles in memoriam:
1ª fila – Dona Noêmia, Inácio Rolim, José Odílio Pires, João Batista Rolim, José (Zezinho) Batista, Marinaldo Augusto, Jesus Bezerra e Maria Cavalcanti; 2ª fila – Toinha Oliveira, Terezinha Ricarte, Terezinha (de Tal), Rosa Amélia Rolim e Joana (de Tal);
3ª fila – Francisca Félix, Salete, Selma Maciel e Francisca Santana;
4ª fila – Erenice Ferreira, Noélia Guedes, Terezinha (de Seu Neco), Sara (de Seu Acrísio) e Raimunda (de Tal)
PORTAL DA MEMÓRIA - GAZETA DO ALTO PIRANHAS

A foto(grafia) – antigamente se chamava retrato – foi feita em nov./dez.1950, no Grupo Escolar Mons. Milanez, em comemoração à colação de grau dos alunos do antigo Curso Primário – 1º ao 4º ano do hoje Curso Fundamental.
3ª fila – Francisca Félix, Salete, Selma Maciel e Francisca Santana;
4ª fila – Erenice Ferreira, Noélia Guedes, Terezinha (de Seu Neco), Sara (de Seu Acrísio) e Raimunda (de Tal)
Eis os concluintes,
alguns deles in memoriam:
1ª fila – Dona Noêmia, Inácio Rolim, José Odílio Pires, João Batista Rolim, José (Zezinho) Batista, Marinaldo Augusto, Jesus Bezerra e Maria Cavalcanti; 2ª fila – Toinha Oliveira, Terezinha Ricarte, Terezinha (de Tal), Rosa Amélia Rolim e Joana (de Tal); 3ª fila – Francisca Félix, Salete, Selma Maciel e Francisca Santana;
4ª fila – Erenice Ferreira, Noélia Guedes, Terezinha (de Seu Neco), Sara (de Seu Acrísio) e Raimunda (de Tal)
PORTAL DA MEMÓRIA - GAZETA DO ALTO PIRANHAS
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Alunos do Colégio Estadual: vamos fechar as identificações"
Hugo Boss professor, Geraldo Mangueira, Ronaldo, Francivaldo Badin Bruguelo Lamartine, Francisco Fisioterapeuta, 9- Dirceu Marques 10- Valdenez 11- Eliezer Filho 12- Nurisman Cartaxo 13- ? 14- Dimas Maciel 15- Marisa matias almeida Rolim 16- Lucia Candeia 17- Lucia Candeia Erivania Bandeira, José Augusto Maciel (Júnior de Dedé Morais)
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quinta-feira, 20 de abril de 2017
Essas antenas são "Idéia de Jirico"

terça-feira, 18 de abril de 2017
Convite Missa 30 dias
Lindalva Claudino, 90 anos vocação e vida dedicada à educação dos filhos de Cajazeiras
Lindalva Claudino: símbolo e representatividade das fortes mulheres do oeste; mulher de muita fé, coragem e destemor e de uma vocação e vida dedicada a educação de geração dos filhos de Cajazeiras. Ao completar 90 anos de vida deixa um legado repleto de belos e encantadores exemplos no seio da família e da sociedade cajazeirense. Com esta lucidez e saúde ruma com certeza às comemorações do seu centenário. Meus parabéns, muitas felicidades.
Texto:José Antonio Albuquerque
Vídeo: João Vianney C Martins
Lindalva Claudino: símbolo e representatividade das fortes mulheres do oeste; mulher de muita fé, coragem e destemor e de uma vocação e vida dedicada a educação de geração dos filhos de Cajazeiras. Ao completar 90 anos de vida deixa um legado repleto de belos e encantadores exemplos no seio da família e da sociedade cajazeirense. Com esta lucidez e saúde ruma com certeza às comemorações do seu centenário. Meus parabéns, muitas felicidades.
Texto:José Antonio Albuquerque
Vídeo: João Vianney C Martins
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sábado, 15 de abril de 2017
Minas de ferro em Patamuté

A Serra da Arara
“Há muito tem po se fala na e-xistência de jazi das de ferro em Cajazeiras. Coisa antiga.”
Comentou de certa feita Fras-sales na sua coluna no Gazeta do Alto Piranhas. O assunto me fez voltar a tempos da minha infância. Explico, metade da Serra da Arara pertence à minha família do lado materno, local onde muito brinquei na minha infância/juventude.
No meio do topo da Serra, há uma placa de metal cravada num baixo pedestal com uma inscrição em inglês com a face voltada para o céu. Os mais velhos contam que foi uns americanos que a coloca ram atestando que a Serra era fecunda em minérios. Subi na infância para ver placa dos americanos, épo ca em que o meu inglês se resumia às aulas dos professores Zé Andriola e Mister Boy do Diocesano. Ou seja, muito rudimentar para entender o que estava escrito!
Há alguns anos atrás uma prima me liga confirmando que a Serra era realmente detentora de uma nova Carajás sem ouro. “Estamos ricos!” exclamava ela exultante.
Como se sabe que aonde há fumaça há fogo, assim tomei conhecimento através do Frassales que “a especulação vem de longe, de muito longe.”, já foi assunto “pelo presidente da província da Parahyba do Norte, Ambrósio Leitão da Cunha, em Relatório ao sucessor, no longínquo ano de 1860”.
Oxalá que a minha prima estivesse certa! Mas o assunto foi para as calendas gregas!
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| A Serra da Arara |
Comentou de certa feita Fras-sales na sua coluna no Gazeta do Alto Piranhas. O assunto me fez voltar a tempos da minha infância. Explico, metade da Serra da Arara pertence à minha família do lado materno, local onde muito brinquei na minha infância/juventude.
No meio do topo da Serra, há uma placa de metal cravada num baixo pedestal com uma inscrição em inglês com a face voltada para o céu. Os mais velhos contam que foi uns americanos que a coloca ram atestando que a Serra era fecunda em minérios. Subi na infância para ver placa dos americanos, épo ca em que o meu inglês se resumia às aulas dos professores Zé Andriola e Mister Boy do Diocesano. Ou seja, muito rudimentar para entender o que estava escrito!
Há alguns anos atrás uma prima me liga confirmando que a Serra era realmente detentora de uma nova Carajás sem ouro. “Estamos ricos!” exclamava ela exultante.
Como se sabe que aonde há fumaça há fogo, assim tomei conhecimento através do Frassales que “a especulação vem de longe, de muito longe.”, já foi assunto “pelo presidente da província da Parahyba do Norte, Ambrósio Leitão da Cunha, em Relatório ao sucessor, no longínquo ano de 1860”.
Oxalá que a minha prima estivesse certa! Mas o assunto foi para as calendas gregas!
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