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sexta-feira, 3 de março de 2017

Assis Chateaubriand causa urticária braba nos coxinhas ingleses!

Daily Worker, Lloyd George, Chatô, o Rei do Brasil, Assis Chateaubriand, hotel Claridge's Londres

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O racismo de Chatô :missa rezada por padre preto traz uma urucubaca sem tamanho.

     Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido por Chatô fez histórias pelos empreendimentos e pelas suas idiossincrasias que o tornaram um sujeito excêntrico e voluntarioso pelo o seu poder pessoal. Fernando Morais no seu clássico " Chatô: O Rei do Brasil" mostra várias passagens de sua vida atribulada narra em abundância este lado da per-sonalidade do seu herói.
     Era o tempo em que o execrável racismo era aceito pela sociedade e atitudes como esta que narra o trecho abaixo ilustra bem o preconceito social exacerbado
     Vamos ao texto cômico, piada sem lugar nos dias de hoje.

   "Ainda em 1938 ele organizou raid de aparelhos do Rio até a cidade de Campos, no interior do estado. Com vários repórteres cobrindo os preparativos, en-trevistando pilotos, e mais uma equipe recebendo a esquadrilha na cidade fluminense, a viagem renderia páginas e páginas nos jornais e revistas Associados. O sucesso da iniciativa o animaria a repeti-la mais duas vezes, e sempre com um número cada vez maior aviões envolvidos: na segunda, viajaram até a usina de açúcar Tamoio, na cidade paulista de Araraquara, e na terceira foi-se ainda mais longe, a Guatapará, também no interior paulista. Assim como havia repórteres es-pecializados em economia, em política, em esportes, os Associados passa-ram a ter um seto rista de aviação, escolhido pesso-almente pelo do-no: o jovem cea-rense Edmar Mo-rel, que ganhara fama meses antes com uma série de reportagens na Amazônia sobre o coronel inglês Percy Fawcett, desaparecido misteriosamente quando investi-gava a existência da tal civilização branca que a selva brasileira esconderia assunto que havia sido levantado em 1924 por O Jornal."
   "A aventura se-guinte seria mais arriscada: Chatô planejava organi-zar uma expedi-ção aérea de nada menos que ses-senta aviões do Rio e Porto Seguro, na Bahia, para ali festejarem o aniversário do descobrimento do Brasil. Estaria tudo muito bem se não fosse por um problema: Porto Seguro não tinha aeroporto. Acionado pelo jornalista, Getúlio entusiasmou-se com a viagem, e sessenta dias depois o aeroporto pronto. Com uma escala para reabastecimento em Vitória e outra em Caravelas, no litoral baiano, os aviões por fim desceram em Porto Seguro. A modesta prefeitura local teve de mandar fazer às pressas trinta privadas públicas e arranjar 140 camas com o Exército para acomodar os pilotos, radiotelegrafistas e os mecânicos. Logo que os aparelhos pousaram, o vigário da cidade, um negro anunciou que havia preparado uma surpresa para Chateaubriand e os mais de cem pilotos e acompa-nhantes que tinham feito parte do raid: iria oficiar uma missa no mesmo local em que frei Hen-rique de Coimbra havia rezado a primeira missa Brasileira, em maio de 1500. Ao ouvir aquilo, Chateaubriand chamou, Edmar Morel a um canto:
Resultado de imagem para assis chateaubriand
- Seu Morel, de-mita esse preto da mi-nha festa. Um preto rezar a nossa missa? De modo algum! Dê um jeito de chamar com urgência o bispo de Ilhéus, que é ariano. Em missa de branco eu atuo até como co-roinha, Seu Morel, mas missa rezada por padre preto vai nos trazer uma urucubaca sem tamanho."

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

*Chatô e o logro dos palitos de fósforos.*

 Francisco de Assis Chateaubriand cognominado, com muita propriedade, por Fernando Morais em seu livro Chatô, o Rei do Brasil, foi um dos ho- mens mais poderosos da nossa his- tória, não pelo poder político formal, mas pelo império de comunicações que construiu, conhecido como Associa- dos, na verdade um mestre ardiloso, que não poupava ousar estes malsão dotes, transformados em  uma fan- tástica catapulta que lançava petardos letais e certeiros pa- ra trazer benefícios vantajosos às suas empresas.
Assaz inteligente fez amigos e incontáveis inimigos, ambos o respeitava como o temia.
     Suas “loucuras” foram antológicas. Hoje na continuação da postagens sobre ele, todas calcadas no livro do Fernando de Morais anteriormente citado. Ele impôs mudanças de todos os matizes, das poderosíssimas como a Lei Teresoca (Clique e conheça este episódio) e outras banais como determinar que as fábricas de fósforos informasse na frente da caixa de fósforos “contém 40 palitos” ao invés de antes 50 palitos.  
Roberto Marinho
   Chatô criava as mais mirabolantes chantagem engedradas para conseguir as polpudas verbas publicitárias para aumentar o faturamento do seu império, os grandes anunciantes temerosos do seu poderio midiático acatavam sem pes- tanejar. Vale ressaltar com mais ousadia do que o dissimulado Roberto Marinho da rede Globo, o seu mais recente congênere.
Veja também:

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

*Chatô e o logro dos palitos de fósforos.*

 Francisco de Assis Chateaubriand cognominado, com muita propriedade, por Fernando Morais em seu livro Chatô, o Rei do Brasil, foi um dos ho- mens mais poderosos da nossa his- tória, não pelo poder político formal, mas pelo império de comunicações que construiu, conhecido como Associa- dos, na verdade um mestre ardiloso, que não poupava ousar estes malsão dotes, transformados em  uma fan- tástica catapulta que lançava petardos letais e certeiros pa- ra trazer benefícios vantajosos às suas empresas.
Assaz inteligente fez amigos e incontáveis inimigos, ambos o respeitava como o temia.
     Suas “loucuras” foram antológicas. Hoje na continuação da postagens sobre ele, todas calcadas no livro do Fernando de Morais anteriormente citado. Ele impôs mudanças de todos os matizes, das poderosíssimas como a Lei Teresoca (Clique e conheça este episódio) e outras banais como determinar que as fábricas de fósforos informasse na frente da caixa de fósforos “contém 40 palitos” ao invés de antes 50 palitos.  
Roberto Marinho
   Chatô criava as mais mirabolantes chantagem engedradas para conseguir as polpudas verbas publicitárias para aumentar o faturamento do seu império, os grandes anunciantes temerosos do seu poderio midiático acatavam sem pes- tanejar. Vale ressaltar com mais ousadia do que o dissimulado Roberto Marinho da rede Globo, o seu mais recente congênere.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

*O peido de Chateaubriand!*

O Brasil fervilhava às vésperas do Golpe Militar, as vivandeiras da direita rondavam os quartéis conspirando os quartéis. Em 13 de março de 1964, houve o histórico comício da Central, ou Comício das Reformas, na cidade do Rio de Janeiro, na Praça da República, situada em frente à Estação da Central do Brasil.
O governador Magalhães Pinto era um dos chefes civis da conspiração contra o governo Goulart e nesta condição fui à procura de Assis Chateaubriand, Chatô, para escutar sua opinião sobre um manifesto à nação assinado por todos os governadores, na verdade, um contundente libelo contra o governo Goulart e conclamação ao golpe militar que se avizinhava.
Para estupefação de todos os presentes, Chateaubriand solta um sonoro peido, afirmando que era isto que ele tinha para um manifesto assinado por Miguel Arraes e Seixas Dória, governadores de então e esquerdistas assumidos, universo político que Chatô tinha ojeriza. 
Do Livro Chatô, o Rei do Brasil

sábado, 12 de janeiro de 2013

*A MEDIUNIDADE DE FORTES (Episódio 3)*

A biografia escrita por Fernando de Morais na sua obra “Chatô, o Rei do Brasil”, é o meu atual livro de ca- beceira, trabalho vasto e o mais completo da vida deste impertinente nordestino, Francisco de Assis Cha- teaubriand dos famigerados e his- tóricos Diários Asociados, que releio pela terceira vez e que tem in- contáveis episódios a ressalvar, mas um me tocou muito.
“José de Souza Fortes, um jovem franzino” como descreve o autor do gostoso calhamaço de mais 700 páginas que narra “os inexplicáveis poderes paranormais de Fortes e que acompanharia (Chatô) até a sepultura muitos anos depois”.
  Eu como Chatô, segundo Fer- nando de Morais “Eu não tenho fé, não acredito em nada”, mas jamais ques- tiono, consciente- mente, o que Sha- kespeare disse e eu aceito humildemen- te: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. Na verdade reconheço que não consigo açambarcar o mistério, ou melhor, o sentido da vida, mas não posso aceitar, ou entender, um deus que todo dia ver os mais broncos, em seu nome, serem vilipendiados, usados e explorados pelos ladinos, sem jamais serem castigados pela recorrente heresia.
      Mas, relevando as minhas incredulidades, é impressionante incidente envolvendo Chatô e o jovem mediúnico José de Souza Fortes. Deixo de lado os meus comen- tários e ponho à dis- posição de vocês a lei- tura do acontecido para que façam o seu juízo.