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terça-feira, 11 de abril de 2017

O que diz Jean-Paul Sartre sobre os imbecis






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      Jean-Paul Charles Aymard Sartre1905 — 1980 foi um filó-sofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.
      Repeliu as distinções e as funções problemáticas e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" que suceda à existência. Ele também é co-nhecido por seu relacionamento aberto que durou cerca de 51 anos (até sua morte) com a filosofa e escritora francesa Simone de Beauvoir
     


quinta-feira, 30 de março de 2017

Ditadura militar: general Mourão Filho tenta assaltar a Petrobrás, mas é desarmado por um civil desarmado!

    O jornalista Elio Gaspari examina na sua obra "Ditadura Envergonhada" narra que nos primeiros dia do golpe militar, o general Olympio Mourão Filho, o detonador da quartelada militar, queria ser bem aquinhoado na di-visão do "espólio" do poder no novo regime e foi tomar satisfações com o novo ministro Costa e Silva que, habilmente, o driblou com um papo fiado e o sugeriu que as-sumisse a presidência da rica Petrobrás em nome do comando revolucionário e Mourão engoliu a isca.
   Espalhafatoso e sequioso de uma rentável prebenda, o general Olympio Mourão Filho rumou para a sede da Petrobrás, fardado e com uma escolta. Nesta segunda investida em busca de poder, mais uma vez mais dava om os burros n'água. Desta feita foi driblado por um tal, Dr. Belo, secretário-geral da empresa, que engenhosamente refutou o assalto. Paciente explicou ao general, que por mais que o ministro Costa e Silva desejasse vê-lo no comando da Petrobrás, só um ato do presidente da República poderia investi-lo na função e ainda era indispensável "um recibo de caução de ações da empresa, visto que só um acionista poderia exercer a sua presidência". Mourão lembrou o Dr. Belo que estava ali em nome da Revolução. Matreiro, o humilde Dr. Belo convenceu o general que eram documentos fáceis de serem providenciados.Dançou! Acordou quando o Marechal Ademar de Queirós, com os papéis em ordem, assumira a presidência da Petrobrás.

Resultado de imagem para uma escolta armada 1964   Fardado, o general Olympio Mourão Filho che-gou com uma escolta à pra-ça Pio X, sede da Pe-trobrás. Era o símbolo do novo regime e ia assumir a presidência da empresa. Foi recebido pelo secre tário-geral, Amaro Alonsi Belo, o Dr. Belo.
     O veterano petroleiro explicou ao general que por mais que o ministro Costa e Silva desejasse vê-lo no comando da Petrobrás, só um ato do presidente da República poderia investi-lo na função. Feito isso, precisaria trazer uma carteira de identidade (provando que era brasileiro nato) e um recibo de caução de ações da empresa, visto que só um acionista poderia exercer a sua presidência. Mourão explicou que estava ali em nome da Revolução. O Dr. Belo concordou, insistindo em que os documentos eram indispensáveis, por de-terminação do estatuto da Petrobrás. Ademais, eram documentos fáceis de ser providenciados. Coisa de um dia, no máximo. O general aceitou a ponderação do veterano burocrata, deu uma entrevista anunciando seu programa de ação na empresa e voltou para Juiz de Fora.  Quando se deu conta, o marechal Ademar de Queiroz, com os papéis em ordem, assumira a presidência da Petrobrás.
   No dia 11 de abril, depois de um conciliábulo de governadores e generais destinado a evitar a coroação de Costa e Silva, o ge-neral Humberto de Alencar Cas tello Branco foi eleito presidente da República pelo Congresso Nacional, como mandava a Cons tituição. Prometeu “entregar, ao iniciar-se o ano de 1966, ao meu sucessor legitimamente eleito pelo povo em eleições livres, uma nação coesa”. Em 1967 entregou uma nação dividida a um sucessor eleito por 295 pessoas.

  FONTE: esta obra trata-se do primeiro livro da cole-ção e primeiro volume da série As Ilusões Armadas.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Assis Chateaubriand causa urticária braba nos coxinhas ingleses!

Daily Worker, Lloyd George, Chatô, o Rei do Brasil, Assis Chateaubriand, hotel Claridge's Londres

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Nasceu STENDHAL (Hoje na Historia)

      Nasceu Stendhal (Marie-Henri Beyle), nasceu em Grenoble em 1783 em França.
      Em 1799, mudou-se para Paris e, por intermédio de um primo que trabalhava no Ministério da Guerra, obteve um cargo no exército napoleônico. Um ano depois, alistou-se em seu regimento no norte da Itália, país que amava mais que o seu. A seguir, trabalhou intermitentemente no setor administrativo do exército, o qual acompanhou, em 1812, na desastrosa invasão da Rússia. Depois da queda de Napoleão, Stendhal fixou-se em Milão e começou a escrever, mas, em 1821, como as autoridades austríacas suspeitassem que ele fosse espião francês, retornou a Paris. Lá publicou um estudo psicológico, De l’amour, um primeiro e malsucedido romance, Armance, e, em 1830, sua primeira obra-prima, O vermelho e o negro. Tendo aderido à “revolução” daquele ano, solicitou um cargo público ao novo regime e foi nomeado cônsul francês em Civitavecchia, nas proximidades de Roma. Em 1838, de volta a Paris em prolongada licença, escreveu sua segunda obra-prima, A cartuxa de Parma. Com a saúde abalada, retornou pela última vez a Paris em 1841 e morreu no ano seguinte. Várias obras autobiográficas, seu Journal, assim como Souvenirs d’égotismo e notadamente um relato de sua juventude, La Vie de Henry Brulard, foram publicados postumamente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Quem decide se uma moeda cai com a cara ou com a coroa voltada para o alto?

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    O século XIX logo após a 1º Guerra Mundial (1914-1918), a Europa se transformaria radicalmente foi o adeus aos países governados por imperadores, nobreza financiando vultosas festas, exércitos tinham homens a cavalo e as damas andavam com pomposos vestidos. A Guerra transmudou tudo, rapidamente. Presidentes governavam; automóveis tomavam as ruas; o submarino e o avião infringiam leis da física até então conhecidas; em vez da ópera e valsa vienense, o rádio, o jazz, os discos e o cinema, questionavam o gosto erudito da nobreza; o mundo não se dividia mais entre os partidários do Antigo Regime e os defensores dos valores da Revolução Francesa. Nesse momento, a disputa se dava entre o capitalismo e socialismo. 
     Neste contexto flui a fascinante obra Contraponto de Aldous Huxley numa trama demonstrando todas essas mudanças rápidas e conflitantes. Abaixo transcrevo um diálogo interessante entre os membros da carcomida nobreza nos anos pós-guerra.



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   — Quem decide se uma moeda cai com a cara ou com a coroa voltada para o alto? — perguntou Illidge com desdém. 
   — Mas por que introduzir moedas na discussão? — retorquiu Spandrell.
      — Por que vens com as moedas, quando estamos falando de seres humanos?
      Considera o teu caso. Será que tens o sentimento de ser uma moeda quando te acontece alguma coisa?
      — Pouco importa o sentimento que eu possa ter. Os sentimentos nada têm que ver com os fatos objetivos.
      — Mas as sensações, essas sim, têm. A ciência é a racionalização das percepções dos nossos sentidos. Por que haveríamos de atribuir valor científico a uma certa classe de intuições psicológicas, quando a recusamos a todas as outras? A intuição direta duma ação providencial tem tantas probabilidades de ser um meio de conhecimento dos fatos objetivos quanto a intuição direta da cor azul ou da dureza. E quando as coisas nos acontecem não temos a sensação de ser uma moeda. Sentimos que os acontecimentos têm a sua significação, que foram arranjados. Especialmente quando eles se produzem em séries. Como se a moeda caísse de cara cem vezes seguidas, digamos.
      — Concede-nos ao menos o mérito de cair de coroa — disse Philip rindo. — Nós somos os intelectuais, não te esqueças. Spandrell franziu o sobrolho; aquela frivolidade fora de propósito o chocava. Era um assunto que ele levava a sério.
      — Quando penso em mim mesmo — disse ele —, fico convencido de que tudo quanto me aconteceu foi, de alguma maneira, arranjado previamente. Quando garoto, tive um prenúncio do que eu poderia ter vindo a ser, se os acontecimentos não houvessem intervindo... Algo completamente diverso deste "eu" real.
      — Um anjinho, hein? — troçou Illidge.
      Spandrell não tomou conhecimento da interrupção.
      — Mas a partir dos meus quinze anos, começaram a acontecer-me coisas à semelhança profética do que sou atualmente.
      Calou-se.
      — De maneira que te cresceram um rabo e uns cascos fendidos, em vez dum halo e dum par de asas. Uma história triste. Nunca te feriu a atenção — continuou Illidge, voltando-se para Walter —, a ti, que és perito em matéria de arte, ou que pelo menos devias ser, nunca te feriu a atenção o fato de que todas as reproduções de anjos em quadros são absolutamente incorretas e anticientíficas? — Walter fez "não" com a cabeça. — Um homem de 70 quilos, se lhe crescessem asas, deveria receber ao mesmo tempo músculos colossais para as mover. E grandes músculos de voo significariam um esterno em proporção, como o das aves. Um anjo desse peso, se quisesse voar tão bem como um marreco, deveria ter um esterno que passasse de 4 ou 5 pés, pelo menos. Dize isso ao teu pai, na próxima vez em que ele tiver vontade de pintar uma Anunciação. Todos os Anjos Gabriéis que existem são escandalosamente inverossímeis.

pag. 290
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