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sábado, 15 de abril de 2017

Minas de ferro em Patamuté

A Serra da Arara
   “Há muito tem po se fala na e-xistência de jazi das de ferro em Cajazeiras. Coisa antiga.”
   Comentou de certa feita Fras-sales na sua coluna no Gazeta do Alto Piranhas. O assunto me fez voltar a tempos da minha infância. Explico, metade da Serra da Arara pertence à minha família do lado materno, local onde muito brinquei na minha infância/juventude.
       No meio do topo da Serra, há uma placa de metal cravada num baixo pedestal com uma inscrição em inglês com a face voltada para o céu. Os mais velhos contam que foi uns americanos que a coloca ram atestando que a Serra era fecunda em minérios. Subi na infância para ver placa dos americanos, épo ca em que o meu inglês se resumia às aulas dos professores Zé Andriola e Mister Boy do Diocesano. Ou seja, muito rudimentar para entender o que estava escrito!
Há alguns anos atrás uma prima me liga confirmando que a Serra era realmente detentora de uma nova Carajás sem ouro. “Estamos ricos!” exclamava ela exultante.
Como se sabe que aonde há fumaça há fogo, assim tomei conhecimento através do Frassales que “a especulação vem de longe, de muito longe.”, já foi assunto “pelo presidente da província da Parahyba do Norte, Ambrósio Leitão da Cunha, em Relatório ao sucessor, no longínquo ano de 1860”.
Oxalá que a minha prima estivesse certa! Mas o assunto foi para as calendas gregas!

terça-feira, 7 de março de 2017

Centenário de Dom Zacarias, por José Antonio Albuquerque


   O cantor e compositor Luiz Gonzaga costumava dizer que uma das ci-dades que mais econo-mizava aplausos, era Cajazeiras. E em suas passagens por Cajazei-ras, com destino ao Crato, sempre visitava o estabelecimento comer-cial de meu pai, onde era recebido com festa e ao se despedir levava consigo alguns litros de conhaque Macieira, cortesia da casa. Do velho Lua, mais de uma vez ouvi-o falar sobre a frieza de Cajazeiras e a contenção de seus aplausos. 
     Esta mesma opinião tinha Dom Zacarias com relação a sua querida e amada cidade, que segundo ele só não fez nascer, mas se considerava dela filho, pois sempre se recusou a receber o titulo de cidadão cajazeirense e nunca foi a Assembléia Legislativa receber a cidadania paraibana, aprovada pela unanimidade de seus deputados, porque também nunca se considerou cearense. 
   Dom Zacarias, que era Rolim da gema, falava da sua própria família ao dizer que Rolim “não gosta de aplaudir, mas de ser aplaudido”. E as opiniões de Luiz Gonzaga e Dom Zacarias são mais do que verdadeiras, senão vejamos: o nosso “profeta” Zacarias, como o chamava seu irmão em Cristo, Dom Helder Câmara, neste dia 13 de junho, se vivo fosse, estaria completando 100 anos do seu nascimento e quais os aplausos e as homenagens que sua terra está lhe tributando? 
     O legado de Dom Zacarias é imensurável e transcendental e para justificar basta citar dois grandes feitos de seu laborioso episcopado: a implantação do ensino superior em nossa cidade, através da criação da Faculdade de Filosofia e a Rádio Alto Piranhas, dois importantes veículos de difusão de conhecimentos, cultura, educação e diversão e que têm elevado o nome de nossa cidade além de suas fronteiras. 
Foi um cidadão ex-tremamente preo cupado com a formação de novos padres e foi tam bém pensando nisto que trouxe no bojo da escola de ensino superior o Curso de Filosofia, com a finalidade precípua de formar os seminaristas de sua diocese e numa época em que se fecharam quase todos os Seminários Menores do Nordeste, Dom Zacarias, conseguiu manter a duras penas, o Seminário Nossa Senhora da Assunção, com suas portas abertas e com um razoável número de alunos. 
     Preocupava-se muito com a formação de seus padres e quase todos eles passaram pelos bancos escolares de grandes centros educacionais de Roma, onde iam estudar Teologia e Filosofia. 
     Quando buscou uma concessão de rádio para Cajazeiras, o fez através de Dom Hélder Câmara, que era amigo do presidente JK e para isto bastou apenas um bilhete do Arcebispo de Olinda e em poucos dias Cajazeiras ganhava a sua primeira concessão, mas com as dificuldades financeiras da Diocese, somente cinco anos depois foi para o AR e a missão principal da emissora era para evangelizar e educar e a emissora transmitiu durante anos cursos dirigidos principalmente para a zona rural. 
 Pesa sobre os seus ombros uma acusação de ter sido o cau-sador da saída dos Padres Salesianos de Cajazeiras, em 1959, mas a verdade dos fatos é a de que ninguém mais do que ele lutou para que eles não deixassem a direção do velho e tra-dicional Colégio Padre Rolim, in-cluindo aí uma viagem à Itália para falar com o Prior dos Salesianos na tentativa de que permanecessem em Cajazeiras. Mas a verdade é que o Colégio estava com a matrícula muita baixa e não tinha como se manter em nossa cidade: era o advento do ensino público e gratuito, que até então era dominado em Cajazeiras, pelo ensino pago. 
     Dom Zacarias foi o responsável direto da vinda da Universidade Federal da Paraíba para Cajazeiras, quando, juntamente com o Padre Luis Gualberto de Andrade, transferiram todo o acervo da FAFIC para o recém criado Campus V, tendo a frente o grande e inigualável reitor Linaldo Cavalcante de Albuquerque. Este foi um dos bens maiores do episcopado de Zacarias para os sertões do Nordeste, que carecia de ensino público e gratuito. Esta talvez seja o maior de todos os legados do nosso “Profeta”. 
     A Dom Zacarias, o grande Latinista e mestre exímio da língua portuguesa, na passagem do Centenário de seu nascimento, a nossa singela lembrança e o nosso imorredouro reconhecimento por tudo que fez por nossa terra querida e quem sabe um dia não seja alvo de nossos aplausos e de nossas homenagens ou mesmo uma estátua em praça pública? 
     Para o cidadão, que gostava de um charuto cubano, nossas saudades e nossas orações.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

LANÇAMENTO DO SIMCA CHAMBORD (1960)


      Próximo de sessenta anos do lançamento de um sonho de consumo. Era a década de 60 e os carros da época, entre eles, o Simca Chambord, glamouroso enchia os olhos dos transeuntes quando ele passava!
      O Simca Chambord foi o primeiro automóvel de luxo a ser construído no Brasil sob licença, marcou uma época por ser o veículo usado pelo ator Carlos Miranda, protagonista da popular série de TV O Vigilante Rodoviário.
      Em Cajazeiras, na minha lembrança só tinha o Simca de Chico Cartaxo que concorria com o seu rival o Aero Willys, cujo proprietário era o meu papai! Lembranças que não apagam das minhas memórias de criança.

sábado, 10 de dezembro de 2016

SAUDADES DE MINHA TERRA (DOBRADO)

Este dobrado é a música que gostaria de ouvir no meu aniversário"
MÚSICA BRASILEIRA. COMPOSIÇÃO DE PEDRO MANOEL DA SILVA
Ao ouvir esta música mil recordações me vêem à mente dos meus tempos juvenis em Cajazeiras!