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quarta-feira, 15 de março de 2017

O Ataque de Lampião à cidade de Uiraúna - Paraiba

Uma vitória da inteligência sobre a força!
Texto de Sérgio Augusto S. Dantas,  autor dos livros “Lampião no Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada” (2005), “Antônio Silvino – O Cangaceiro, o Homem, o Mito” (2006) e “Lampião: Entre a Espada e a Lei” (2008).   Alguns dos defensores de Uiraúna. 
Ao centro, de paletó escuro, Luiz Rodrigues. Na extrema direita, sentado, o Subdelegado Nelson Leite. 

domingo, 26 de junho de 2016

A morte do cangaceiro Cocada

  por Francisco Frassales Cartaxo

Imagem meramente ilustrativa
Cocada era um bandido chegado a “perversões de ordem moral. Bíblia em mãos, forçava mulheres a fazerem um juramento. O conteúdo da promessa era a entrega do próprio corpo ao cangaceiro. Dessa forma, o astuto deflorador agia desde razoável lapso de tempo”. Assim, o juiz de direito Sérgio Dantas resumiu o perfil de Manoel Marinho, o Cocada, que atuou no final do século 19 e início do século 20, integrado ao bando do famoso cangaceiro Antônio Silvino. Como se nota, Cocada era um tarado.
     Manoel Marinho, o Cocada, nasceu por volta de 1866, no lugar chamado Guarita, do município de Itabaiana, quase na divisa da Paraíba com Pernam-
nambuco. No cangaço foi uma figura menor e tinha conduta muito diferente da de Antônio Silvino (foto). Este pautava sua ação bandoleira seguindo alguns princípios morais, costumava respeitar as famílias de suas vítimas, naquele mundo de violência, bru-talidade policial, assalto, roubo, per-versidade, mortes chocantes, deixando a população de vasta área do Nordeste em permanente clima de insegurança, medo e terror.
    Certa vez, uma ordem do chefe Antônio Silvino para molestar viajantes, perto do po-voado de Mogeiro, gerou desavenças entre seus homens e colocou os cangaceiros Rio Preto e Cocada em posições conflitantes, em atitude de insubordinação. Algo ina-ceitável no cangaço. Por isso, Cocada teve de formar um subgrupo autônomo. Não se tornou, porém, inimigo de Silvino, tanto que a ele se juntava quando da execução de importantes ações criminosas, aliás, uma prática comum a todas as fases da história do cangaço. Cocada liderou seu pequeno grupo durante três a quatro anos, adquirindo fama de perverso a aterrorizar lugarejos, fazendas e engenhos.
       Cocada terminou vítima de suas perversões. Conta o juiz-escritor Sérgio Dantas que, em fins de novembro de 1907, ele “tentou desvirginar uma das filhas de seu com-panheiro, José Félix Pacheco, o Pinica-pau. A atitude, cla ro, foi desaprovada pelo próprio Félix e demais homens do bando.” Que fizeram então? “Armaram uma cilada pa-ra Cocada e em lugar seguro o mataram com trinta e cin-co facadas. Ao fim do trucidamento lhe arrancaram uma orelha e guardaram como troféu e prova da façanha”.
     Ainda segundo o juiz Sérgio Dantas, “Quando presos, pos-teriormente, os cangaceiros en-volvidos na morte de Cocada entregaram a orelha do bandido à Polícia de Timbaúba. O capitão Filadelfo Dutra a colocou em um frasco de álcool e deixou o bi-zarro troféu à vista da legião de curiosos que acorreu à Dele-gacia.” Esta é uma das versões para a morte de Manoel Marinho. Existem outras. Por exemplo, ele teria morrido após troca de tiros com a polícia, nas proximidades de Serrinha, hoje cidade de Juripiranga. Outra versão, fantasiosa, fala em morte por causa de problemas intestinais graves pela ingestão excessiva de abacaxi.
     Obtive esses dados no livro “Antônio Silvino – o cangaceiro, o homem, o mito”, de Sérgio Augusto de Souza Dantas, juiz de direito em Natal, sua terra. O autor já publicou mais dois livros: “Lampião e o Rio Grande do Norte – a história da grande jornada” e “Lampião entre a espada e a lei”. A segunda edição da biografia de Antônio Silvino foi publicada em Cajazeiras, em 2012, pela Editora e Gráfica Real. Sem dúvida, um motivo a mais para ler o bem fundamentado estudo do juiz Sérgio Dantas.

domingo, 12 de junho de 2016

A passagem e a prisão do cangaceiro "Moreno" em Cajazeiras, Cleudimar Ferreira

Moreno quando era integrante
do bando de Lampião
  Na história re-cente, Cajazeiras não foi, nem pa-receu ser uma daquelas muitas cidadezinhas, que nas primeiras dé-cadas do século XIX, no interior do Nordeste, teve o seu nome mar-cado como entre-posto para ações delituosas de gru-pos de cangaceiros. Fora a frustrada investida do seu ex-inquilino, o lugar-tenente de Lampião, Sabino Gomes de Gois, em 28 de setembro de 1926, interpelado bravamente pela força de sua população; o que restou para complementar a sua passagem por esse ciclo, se resume em apenas algumas isoladas emboscadas pelas suas cercanias. Muitas dessas, sem a consumação do ato. Outras, esporádicas, com sucesso; como foi a que produziu a morte do Coronel Manoel Gonçalves Dias, no Sítio Catolé dos Mangueiras.
Outra imagem de Moreno
    Ademais, somente rumores produzidos pela imaginação visio-nária do seu povo, que dormindo com o medo e a expectativa de ataques de bandos de cangaceiros, alimentava os boatos pela cidade, que visitante esse, visitante aque-le, estava ou esteve rondando pela sua zona rural, saqueando, causando prejuízos a donos de terras e fazendeiros. Se bem que o próprio Sabino, na sua condição de residente na cidade e antes de entrar no cangaço, tinha dúbia personalidade. Pelas ruas de Cajazeiras ele precia ser um cidadão comum, mas pelas terras e sítios que rodeavam a cidade naqueles idos de 20 e 30, ele se vestia de malfeitor e afrontava, extorquia e vivia no obscurantismo da lei, a desafiar a paciência das autoridades constituídas do município. Fora isso, o que restou para ser contado, a história ainda não revelou.
    Entretanto, como a pesquisa me parece ser um instrumento mais preciso para se chegar a história, há fatos na história social cajazeirense desse período, que talvez ainda não foram revelados. Se foram, também não foram bem esclarecidos e que precisam serem investigados com mais profundidades pelos nossos historiadores. Um desses, foi a passagem pela cidade de Antônio Ignácio da Silva, de alcunha por “Moreno”, que se tornaria mais tarde um dos mais violentos cangaceiros do bando de Lampião.

    Natural de Ta-caratu/PE, onde nasceu em 01 de novembro de 1909, Moreno, chegou à Cajazeiras, após ter fu-gido às pressas de Bre-jo do Santo/CE, onde havia se envolvido em confusão e ter come-tido várias mortes.
    Saindo daquela cida-de cearense, ele aca-bou desembarcando em Missão Velha/CE, onde pretendia realizar um sonho antigo que era seguir a carreira de policial. Como isso não foi possível ser realizado, pois ainda era menor de idade, ele deixou Missão Velha, e partiu sem rumo e sem direção, entrou no Estado Paraíba, chegando até Cajazeiras.
Logo à direita da foto: Antiga cadeia de Cajazeiras, onde talvez Moreno ficou preso 
    Moreno passou a ser visto e tratado pelos seus habitantes, como um estranho, pois não se sabia de onde via, para onde o mesmo ia; se estava de passagem ou se veio para ficar; se morava, se tinha algum parente morando na cidade. Essas dúvidas, fez as autoridades da terra do Padre Rolim, desconfiar de suas intenções e do seu real caráter. Por essas razões, acabou sendo preso para averiguações e por ter sido confundido pela polícia com outro temido cangaceiro – o “Volta Seca”, pertencente na época ao bando de Lampião.
Cangaceiro "Volta Seca"
    Preso e encarcerado na cadeia pública da ci-dade, começam as in-terrogações e a con-clusão final da polícia é que o forasteiro Moreno, por mais esquisito que fosse, não pertencia ao cangaço e nem era o cangaceiro “Volta Seca”. Após a constatação do equívoco, dias depois ele foi liberado. Saindo de Cajazeiras sem saber para onde ia, Moreno ondou cerca de trinta e seis quilômetros, até encontrar uma fazenda onde pediu guarida; conseguindo em seguida um emprego para trabalhar de serviços gerais. Ou seja, no roçado.
Quando tudo parecia correr bem, um fato inesperado envolvendo Moreno aconteceu nessa fazenda, fazendo com que ele, por circunstâncias da confusão que foi gerada, colocasse um pé dentro do Cangaço. É que após um desentendimento com um casal de trabalhadores da referida fazenda; motivado por um “fuxico” que envolveu uma sobrinha do seu patrão, Moreno comete um crime, gravando uma faca no peito do seu desafeto, que morre de imediato no local. Moreno, acoado, foge para o Estado de Pernambuco e de lá para Sergipe, onde anos depois acabou entrando definitivamente no cangaço – no Bando chefiado por Virgulino Ferreira da Silva - Lampião.
Fonte: Blog Cajazeiras de amor

quinta-feira, 4 de julho de 2013

*O Ataque de Lampião à cidade de Uiraúna - Paraiba*

Alguns dos defensores de Uiraúna. Ao centro, de paletó escuro, Luiz Rodrigues. Na extrema direita, sentado, o Subdelegado Nelson Leite. 

Uma vitória da inteligência sobre a força, texto de Sérgio Augusto S. Dantas,  autor dos livros “Lampião no Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada” (2005), “Antônio Silvino – O Cangaceiro, o Homem, o Mito” (2006) e “Lampião: Entre a Espada e a Lei” (2008).



terça-feira, 16 de abril de 2013

*A morte do cangaceiro Cocada*



  Conta o conterrâneo Ubiratan de Assis que certa vez, acredito que no dia 7 de setembro, ele desfilou num cavalo no papel de lampião e por isso foi chamado severamente a atenção pela velha Marilda Sobreira, que sofreu, na pele, as barbáries do cangaço na histórica invasão à casa do seu pai, Epifânio Sobreira, pelo cangaceiro Sabino Gomes, fato muito conhecidos dos cajazeirenses.
O próprio Ubiratan deu razão a Dona Marilda, havia cometido o erro de romantizar as lendárias ações do cangaço, como muitos. Quem lê José Lins do Rego conhece bem as atrocidades deste tempo violento que reinou no começo do século passado em todo o semiárido nordestino, vale ressaltar de ambas as partes: as forças policiais e os cangaceiros.
Frassales hoje traz à baila a história do sanguinário Cocada um bandido chegado a “perversões de ordem moral. Bíblia em mãos forçava mulheres a fazerem um juramento”. O impressionante era o caráter de tarado, fatos bem narrados pelo juiz de direito Sérgio Dantas na sua obra “Antônio Silvino – o cangaceiro, o homem, o mito”. Frassales faz uma sensata análise destes tempos desumanos que muito infelicitaram o nosso torrão sagrado.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

As selas de Joaquim de Brito

    Na crônica desta semana, Frassales home- nageia a família materna com um fato corriqueiro à época, as “perseguições políticas, de mistura com senhas fanáticas que prosperaram numa época em que se tornava difícil separar capangas, cabras, cangaceiros, romeiros e fanáticos”.
Seu Joaquim de Brito, seu avô materno, sofria perseguição numa época em que as disputas eleitorais eram decididas a bala e nas perseguições à margem da lei. tempo que ficou famoso por uma lei não escrita e batizada com o nome de um parente do Seu Joaquim. A lei de Chico de Brito.
Mas nesta perigosa teia de violência Seu Joaquim foi salvo pela sua dona Joana Seu Joaquim que corajosamente soube se safar corajosa e inteligentemente e ainda com uma grande presença de espírito.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

De espingarda na mão

Tio Henrique de saudosa memória era do contra. Era Guevarista “Se hay gobierno, soy contra!”. Quando seu cunhado, Chico Rolim era candidato não tomava posição contra, mas ficava resmungando... É que ele adorava seu cunhado.
Ele tinha uma terra no município de Orós (Ceará) e lá vem a rede de alta tensão impondo faixas de servidão, claro que com a devida indenização. Cadê Tio Henrique querer aceitar! Tio Luís, seu irmão, também sofreria a mesma intervenção na sua propriedade contígua e de bom grado festejou a receita extra e, ainda, ponderou que o irmão não poderia impedir a desapropriação, mas enquanto vida teve não quis o dinheiro imposto pela desapropriação. Os herdeiros é que ficaram com a bolada.
São recorrentes casos típicos do Nordeste, que hoje o Frassales conta na sua crônica, com  versatilidade e envolvência inconteste, um caso que sentiu na pele no município de Bonito de Santa Fé de um pequeno fazendeiro que ameaçava resistir de espingarda na mão.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Vídeo Catolé do Rocha: Briga entre duas famílias já provocou a morte de 100 pessoas

A guerra entre as duas famílias acontece sertão da Paraíba. Elas se odeiam há mais de 30 anos, e pelo menos cem pessoas já foram mortas. Muitas vezes, os assassinos são pistoleiros de aluguel. Só agora, em 2011, foram pelo menos 15 assassinatos.
Exibido no programa Fantástico da Rede Globo

sábado, 30 de junho de 2012

*O ataque de Sabino à Fazenda Mato Verde*

Na tarde do dia 12 de junho de 1927 Sabino estava a frente da coluna, comandando um subgrupo que se deslocou com a intenção de atacar a Fazenda Mato Verde, tida como local de pessoas abonadas. Ao chegar ao casarão ele e seus homens perceberam que o mesmo estava abandonado, praticamente vazio e quase nada foi trazido de proveitoso.
Seus moradores, comandados pela matriarca Tionila Nogueira Barra, buscaram refúgio na Fazenda Passagem Funda, a cerca de três quilômetros de sua propriedade, onde se abrigaram por 30 dias em uma gruta denominada “Taipa de Zé Felix”.
Sobre esta questão vale ressaltar que muitos moradores desta região buscaram esconderijo em cavidades naturais da zona rural de Felipe Guerra, principalmente na área do chamado Lajedo do Rosário.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

*No meio do caminho há um túmulo!*

No meio da estrada para a cidade de Brejo do Cruz (PB) tem um sítio onde há um mausoléu que passa despercebido a todos que passam por lá. Num quarto tosco de uma tapera encontram-se os restos mortais de um paraibano de primeira grandeza: João Agripino, deputado federal, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro das Minas e Energia (1961), senador e governador da Paraíba.
Talvez em dez nenhuma pessoa saiba dizer onde nasceu o ex-governador João Agripino. Talvez em dez todos respondam que João Agripino nasceu em Catolé do Rocha.
Ledo engano!
João Agripino nasceu neste sítio perdido no meio do mundo, naquele quarto tosco daquela tapera secular, no município de Brejo do Cruz.
Difícil entender a razão porque naquele recanto histórico onde estão depositados os seus restos mortais, não há nenhuma sinalização que chame a atenção.
Colaboradora:
Liduína Araújo de Oliveira
Cajazeiras – PB

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Enfim, enquanto isso na prefeitura municipal de Uiraúna

''Fico indignado com a falta de consciência das pessoas, principalmente as da minha cidade. Vejam bem, enquanto algumas pessoas passaram a manhã soltando fogos de artifício pelo motivo da casação da prefeita, e comemorando a entrada de outras pessoas no comando, a prefeitura está parada, nem mesmo gasolina estão mais disponibilizando para os ônibus dos estudantes da cidade, porque não tem a ordem da mesma. Enfim, nada contra, ou quem vai comandar, só que enquanto não decidem quem vai liderar, os servições públicos da prefeitura estão parados. Enfim, enquanto isso na prefeitura municipal de Uiraúna''.
Rafael Formiga
Enviado pelo Pedro Paulo Rodrigues

COREMAS...TERRA DAS ÁGUAS (1)

domingo, 20 de maio de 2012

*Os Labirintos de Triunfo, li e recomendo!*

Livro: Os Labirintos de Triunfo/Damísio Mangueira
Editora Halley, 2011, 130p.
Confesso que, a princípio não me entusiasmei em ler o livro, apesar de ter comprado, e claro pago, na Livraria Universitária em Cajazeiras.  Afinal o autor era um ex-prefeito e logo inferi ser uma apologia “eu fui, eu sou,eu serei... o melhor do mundo..”, entretanto no decorrer da leitura as surpresas foram se sucedendo e mais cativando fui ficando, à medida que avançava: cativado pelo estilo, pelo plano da obra que antes me parecia apequenada.

A leitura deste livro fornece-nos uma sequencia de informações sobre uma cidade pequena, embora de grande história. É a história da cidade de Triunfo sob um ângulo novo com exibição de detalhes que uma simples radiografia não captaria. Seu topônimo, antes Picadas, não é gratuito originou-se de uma batalha em 1824 em que os imperialistas venceram os confederados.



Curiosa também é a formação urbana da cidade moti- vada por uma epidemia de có- lera donde veio u- ma promessa de um beato, Ca- boclo Bernardo, alcançada a pro- messa, o seu pa- gamento causou progresso ao então vilarejo.

Paradoxalmente no ano em que homem pisou na lua é o mesmo em que chega à Triunfo a singela luz elétrica, 1969, ainda neste ano em meio às campanhas e vendetas políticas com o sinistro assassinato do primeiro prefeito pelo seu sucessor, fato que ganhou repercussão nacional.
Em 1988, surge novo líder po- lítico, Doutor- zinho que derrota a candidata a prefeito de José Bernardino, ex- prefeito e gran- de líder político triunfense. Dou- torzinho, iletrado, fazia política e- xercendo o traba- lho médico prá- tico, odontólogo e parteiro, por atividades chegou até à tela da Rede Globo no programa Fantástico.
Ademais, somente os meus parabéns à Damísio!


Veja nos links abaixo as últimas postagens do blog sobre a cidade de Triunfo:

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Morre em Cajazeiras o ex-deputado e padre Levi Rodrigues


Papai (Chico Rolim) acaba de me ligar me comunicando a morte do Padre Levi. Foi logo relembrando do dia em que, no começo deste ano, fomos visitá-lo no seu sítio em São José de Piranhas. Deste modo não cheguei a conhecer o Padre Levi. Papai ainda comentou as suas visitas ao Padre Levi ressaltando o seu costume de anotar todas as visitas e depois divulgar no seu programa de rádio. Pouco mais novo que papai, recentemente, igual a papai, quebrou uma perna.
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O padre Levi Rodrigues, ex-deputado estadual, faleceu na noite desta quinta-feira (26.04), no Hospital Regional de Cajazeiras. 'Padre Levi', como era mais conhecido, tinha 85 anos e estava integrado à diocese de Cajazeiras.
 Seu corpo será transladado para Patos na tarde desta sexta-feira (27). O velório ocorrerá na Igreja Santo Antônio, a partir de 17h. Ele será sepultado neste sábado, às 17h, no cemitério Santo Antonio.
Padre Levi, além de deputado estadual, foi prefeito do município de São José do Bonfim, na região de Patos, e exerceu cargos importantes na Diocese em mais de 10 paróquias do Sertão do estado.
O religioso, que era natural de Patos, foi internado no Hospital Santa Terezinha da cidade de Sousa, no dia 27 de janeiro, após quebrar uma perna, onde passou por uma cirurgia.
Depois de uma infecção, o Padre Levi teve que retornar ao hospital, onde, desde o dia 15 de março, estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O padre estava afastado das funções religiosas e atualmente estava morando na fazenda Santa Rosa, situada em São José de Piranhas.