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segunda-feira, 3 de abril de 2017

EM UM 3 DE ABRIL DEPOIS DO OUTRO GOLPE

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      O editorial da Folha naquele dia de 1964, pouco depois da grande mentira do 1º de abril, seguia tentando convencer o leitor de que “a Nação voltava à plena legalidade”. O Brasil voltava a ser um país “democrático” e livre dos comunistas. Era preciso agradecer às Forças Armadas por isso e “recuperar o tempo perdido pelas perdas de horas de trabalho” resultante das greves insufladas “pelos comunistas e maus brasileiros.”
      É certo que a Folha deve se envergonhar desse editorial, já que agora sabe o que veio depois. Mas não é muito diferente do que aconteceu no golpe de 16 em que substitui os comunistas pelos petistas, que elegeu como causa de todos os males da Nação, que impedia a “plena legalidade” da exploração do Trabalho pelo capital.

sexta-feira, 31 de março de 2017

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“Ao longo da minha vida eu fui um infeliz” ― General Golbery do Couto e Silva Frases

quinta-feira, 30 de março de 2017

Ditadura militar: general Mourão Filho tenta assaltar a Petrobrás, mas é desarmado por um civil desarmado!

    O jornalista Elio Gaspari examina na sua obra "Ditadura Envergonhada" narra que nos primeiros dia do golpe militar, o general Olympio Mourão Filho, o detonador da quartelada militar, queria ser bem aquinhoado na di-visão do "espólio" do poder no novo regime e foi tomar satisfações com o novo ministro Costa e Silva que, habilmente, o driblou com um papo fiado e o sugeriu que as-sumisse a presidência da rica Petrobrás em nome do comando revolucionário e Mourão engoliu a isca.
   Espalhafatoso e sequioso de uma rentável prebenda, o general Olympio Mourão Filho rumou para a sede da Petrobrás, fardado e com uma escolta. Nesta segunda investida em busca de poder, mais uma vez mais dava om os burros n'água. Desta feita foi driblado por um tal, Dr. Belo, secretário-geral da empresa, que engenhosamente refutou o assalto. Paciente explicou ao general, que por mais que o ministro Costa e Silva desejasse vê-lo no comando da Petrobrás, só um ato do presidente da República poderia investi-lo na função e ainda era indispensável "um recibo de caução de ações da empresa, visto que só um acionista poderia exercer a sua presidência". Mourão lembrou o Dr. Belo que estava ali em nome da Revolução. Matreiro, o humilde Dr. Belo convenceu o general que eram documentos fáceis de serem providenciados.Dançou! Acordou quando o Marechal Ademar de Queirós, com os papéis em ordem, assumira a presidência da Petrobrás.

Resultado de imagem para uma escolta armada 1964   Fardado, o general Olympio Mourão Filho che-gou com uma escolta à pra-ça Pio X, sede da Pe-trobrás. Era o símbolo do novo regime e ia assumir a presidência da empresa. Foi recebido pelo secre tário-geral, Amaro Alonsi Belo, o Dr. Belo.
     O veterano petroleiro explicou ao general que por mais que o ministro Costa e Silva desejasse vê-lo no comando da Petrobrás, só um ato do presidente da República poderia investi-lo na função. Feito isso, precisaria trazer uma carteira de identidade (provando que era brasileiro nato) e um recibo de caução de ações da empresa, visto que só um acionista poderia exercer a sua presidência. Mourão explicou que estava ali em nome da Revolução. O Dr. Belo concordou, insistindo em que os documentos eram indispensáveis, por de-terminação do estatuto da Petrobrás. Ademais, eram documentos fáceis de ser providenciados. Coisa de um dia, no máximo. O general aceitou a ponderação do veterano burocrata, deu uma entrevista anunciando seu programa de ação na empresa e voltou para Juiz de Fora.  Quando se deu conta, o marechal Ademar de Queiroz, com os papéis em ordem, assumira a presidência da Petrobrás.
   No dia 11 de abril, depois de um conciliábulo de governadores e generais destinado a evitar a coroação de Costa e Silva, o ge-neral Humberto de Alencar Cas tello Branco foi eleito presidente da República pelo Congresso Nacional, como mandava a Cons tituição. Prometeu “entregar, ao iniciar-se o ano de 1966, ao meu sucessor legitimamente eleito pelo povo em eleições livres, uma nação coesa”. Em 1967 entregou uma nação dividida a um sucessor eleito por 295 pessoas.

  FONTE: esta obra trata-se do primeiro livro da cole-ção e primeiro volume da série As Ilusões Armadas.

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“Ao longo da minha vida eu fui um infeliz” ―Ernesto Geisel Frases

quinta-feira, 9 de março de 2017

DEMITA-SE ESSE VAGABUNDO, ordena o ditador Costa e Silva.

Este brutesco bilhete do general Costa e Silva ao chanceler Magalhães Pinto com estas grosseiras despropo-sitadas ilustra bem o despreparo dos di-tadores militares de 1964.
O processo de escolha dos chefes de estado escolhidos de modo totalmente espúrio não poderia resultar senão nes-tas barbaridades toscas.
Na sanha de re-vanchismo foi criado, em março de 1969, pelo famigerado AI-5, institu-to que afrontava todo arcabouço constitucio-nal, uma tal Comissão Câmara Canto, um grupo secreto  para realizar um expurgo no Ita-maraty, este decidiu, em um relatório confi-dencial, pela expulsão sumária de Vinicius da vida diplomática.
Em regra, estas nefastas foram estas as ações "mais brilhantes" resultantes do AI-5 que engrossa o rol dos bes-teiras perpetradas na ditadura militar. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um gênio destruído por uma música!

"Sou Criminoso! O go- verno me anistiou por causa das canções que cantei! Fui demitido do serviço público por isso. O que vocês cha- mam de governo cobra impostos sobre o "corpo de delito" que são as canções que fiz. Voltei ao fun- cionalismo, depois de muita briga, e me aposentei graças a um despacho fundamentado na Lei de Anistia. Anistia é para criminoso, condenado por sentença transitada em julgado, se ele aceitar. Aceitar a anistia é aceitar-se criminoso".
"Estou exilado até hoje, eu não voltei!"
Geraldo Vandré
Geraldo Vandré com-pletou nesta semana 79 anos. Na minha visão a tortura, que ele nega, da ditadura matou um artista de futuro, mas não o homem que continua a errar pelo mundo como um alienado. Vagando... apenas vagando pelo mundo!
Um homem triste nada assemelhado ao jovem agitado da época dos festivais. Olhar triste, cenho sombrio e torvo, olhos distante e fundos pela tristeza, raciocínio lento que o leva a olhar o céu em busca do que ele quer dizer, é assim o imortal Geraldo Vandré.
O atentado que o Geraldo Vandré intentou, atraindo todo ódio da ditadura foi a singela música que todos nós cantamos: "Pra não dizer falei de flores" iniciando o calvário de sua vida. Sobreviveu apenas um vídeo com o áudio, as imagens evaporou-se. Custou-lhe a destruição da sua carreira e ao Brasil exterminar um grande artista. Exilado , Vandré foi vigiado de perto pelos militares, sem poder expressar o retrato do Brasil à época. No Peru, em 1972, ganhou um festival com a única música não cantada em espanhol, intitulada Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve. É uma canção para ser cantada por um homem e uma mulher uma noção da pátria e da mulher amada
   Logo após o retorno ao Brasil, Vandré compôs a canção "Fabiana", em homenagem à Força Aérea Brasileira. Até hoje inédita. Hoje mora em São Paulo num mundo que não cabe ninguém, só cabem ele e seus pesadelos passados!
     Ao longo de toda entrevista não vimos nem um gesto de magnanimidade do gênio destruído. Vemos apenas um cabal soçobro de um gênio destruído, cujo motivo se resumia à uma música! Um gênio reduzido a pó! Virtualmente!
Assista o vídeo:

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

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“É muita pretensão do homem inventar que Deus o criou à sua imagem e semelhança. Será possível que Deus seja tão ruim assim?” ―Ernesto Geisel Frases

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

As tropelias dos primeiros dias da ditadura militar de 1964

A quartelada militar consolidada... Começa a fase das ambições -A Ditadura Envergonhada, de Elio Gaspari,

sexta-feira, 14 de outubro de 2016