terça-feira, 7 de março de 2017

Centenário de Dom Zacarias, por José Antonio Albuquerque


   O cantor e compositor Luiz Gonzaga costumava dizer que uma das ci-dades que mais econo-mizava aplausos, era Cajazeiras. E em suas passagens por Cajazei-ras, com destino ao Crato, sempre visitava o estabelecimento comer-cial de meu pai, onde era recebido com festa e ao se despedir levava consigo alguns litros de conhaque Macieira, cortesia da casa. Do velho Lua, mais de uma vez ouvi-o falar sobre a frieza de Cajazeiras e a contenção de seus aplausos. 
     Esta mesma opinião tinha Dom Zacarias com relação a sua querida e amada cidade, que segundo ele só não fez nascer, mas se considerava dela filho, pois sempre se recusou a receber o titulo de cidadão cajazeirense e nunca foi a Assembléia Legislativa receber a cidadania paraibana, aprovada pela unanimidade de seus deputados, porque também nunca se considerou cearense. 
   Dom Zacarias, que era Rolim da gema, falava da sua própria família ao dizer que Rolim “não gosta de aplaudir, mas de ser aplaudido”. E as opiniões de Luiz Gonzaga e Dom Zacarias são mais do que verdadeiras, senão vejamos: o nosso “profeta” Zacarias, como o chamava seu irmão em Cristo, Dom Helder Câmara, neste dia 13 de junho, se vivo fosse, estaria completando 100 anos do seu nascimento e quais os aplausos e as homenagens que sua terra está lhe tributando? 
     O legado de Dom Zacarias é imensurável e transcendental e para justificar basta citar dois grandes feitos de seu laborioso episcopado: a implantação do ensino superior em nossa cidade, através da criação da Faculdade de Filosofia e a Rádio Alto Piranhas, dois importantes veículos de difusão de conhecimentos, cultura, educação e diversão e que têm elevado o nome de nossa cidade além de suas fronteiras. 
Foi um cidadão ex-tremamente preo cupado com a formação de novos padres e foi tam bém pensando nisto que trouxe no bojo da escola de ensino superior o Curso de Filosofia, com a finalidade precípua de formar os seminaristas de sua diocese e numa época em que se fecharam quase todos os Seminários Menores do Nordeste, Dom Zacarias, conseguiu manter a duras penas, o Seminário Nossa Senhora da Assunção, com suas portas abertas e com um razoável número de alunos. 
     Preocupava-se muito com a formação de seus padres e quase todos eles passaram pelos bancos escolares de grandes centros educacionais de Roma, onde iam estudar Teologia e Filosofia. 
     Quando buscou uma concessão de rádio para Cajazeiras, o fez através de Dom Hélder Câmara, que era amigo do presidente JK e para isto bastou apenas um bilhete do Arcebispo de Olinda e em poucos dias Cajazeiras ganhava a sua primeira concessão, mas com as dificuldades financeiras da Diocese, somente cinco anos depois foi para o AR e a missão principal da emissora era para evangelizar e educar e a emissora transmitiu durante anos cursos dirigidos principalmente para a zona rural. 
 Pesa sobre os seus ombros uma acusação de ter sido o cau-sador da saída dos Padres Salesianos de Cajazeiras, em 1959, mas a verdade dos fatos é a de que ninguém mais do que ele lutou para que eles não deixassem a direção do velho e tra-dicional Colégio Padre Rolim, in-cluindo aí uma viagem à Itália para falar com o Prior dos Salesianos na tentativa de que permanecessem em Cajazeiras. Mas a verdade é que o Colégio estava com a matrícula muita baixa e não tinha como se manter em nossa cidade: era o advento do ensino público e gratuito, que até então era dominado em Cajazeiras, pelo ensino pago. 
     Dom Zacarias foi o responsável direto da vinda da Universidade Federal da Paraíba para Cajazeiras, quando, juntamente com o Padre Luis Gualberto de Andrade, transferiram todo o acervo da FAFIC para o recém criado Campus V, tendo a frente o grande e inigualável reitor Linaldo Cavalcante de Albuquerque. Este foi um dos bens maiores do episcopado de Zacarias para os sertões do Nordeste, que carecia de ensino público e gratuito. Esta talvez seja o maior de todos os legados do nosso “Profeta”. 
     A Dom Zacarias, o grande Latinista e mestre exímio da língua portuguesa, na passagem do Centenário de seu nascimento, a nossa singela lembrança e o nosso imorredouro reconhecimento por tudo que fez por nossa terra querida e quem sabe um dia não seja alvo de nossos aplausos e de nossas homenagens ou mesmo uma estátua em praça pública? 
     Para o cidadão, que gostava de um charuto cubano, nossas saudades e nossas orações.

Manda quem pode, desobedece quem tem juízo!


Lugar do rádio é no museu!


Parto "elefantástico"... cenas fortes e emocionantes...



Parto "elefantástico"... cenas fortes e emocionantes...
Publicado por Pensando em Sustentabilidade em Domingo, 07 de março de 2017
       

Bom dia, Cajazeiras!

Irlanio Ricarte

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"A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular."- prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard

segunda-feira, 6 de março de 2017

Os caras de pau zanzando por aí

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre      23 ANOS DE PSDB EM SÃO PAULO E UM SIMPLES RODOANEL QUE NUNCA TERMINA, UMA MONTANHA DE DINHEIRO DOS PAULISTA SUMIU NESSA OBRA E, QUEREM INAGUARAR A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO COMO SE FOSSEM ELES, ESQUECEM QUE NORDESTINO NÃO TEM A SÍNDROME DE ESTOCOLMO, E SABEM QUE QUEM FEZ FOI “LULA”.
     E agora Alckmin e seu apaniguado Cássio Cunha Lima visita A obras da Transposição do Rio São Francisco em Pernambuco e fala que com ele o Nordeste vai virar mar. É piada!

     



Deputados da Paraíba querem Lula em inauguração da Transposição do Rio São Francisco

      O deputado estadual Jeová Campos (PSB-PB), como também outros parlamen tares do estado da Paraíba, defenderam uma inauguração paralela da obra de transposição do Rio São Francisco com a presença de Lula e Dilma Rousseff.
      Jeová aproveitou a caravana que vi
-sitou a obra do Eixo Leste para defender a vinda dos ex-presidentes à Paraíba na próxima quinta-feira, 09, dia em que o pre-sidente peemedebista Michel Temer estará no local para comemorar a chegada da água. 
      Fonte: Click Política

     



Biblioteca Virtual - É só clicar no título para ler ou salvar!

 http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

Alckmin quer transformar a transposição num pedágio, pode?


A verdade por trás de outras drogas.

Vamos dizer não a essas "drogas" que nos são oferecidas diariamente.


                                                                           Marisa Figueiredo

                                                                São Paulo - SP

Nunca segure seus puns!!!


Sem Chances!


O mais belo símbolo dos sertões nordestino

Viajando na história dos cajazeirenses e cajazeirados! (0)

É muito amor....kkkkkkkkkkkk


IMAGENS SERTANEJAS (LIX)

Caminhão do GDF atropela a gramática


Na foto de José Araújo Neto,
 
vê-se claramente o erro no adesivo do caminhão
que trafegava pela cidade hoje:
“A serviso (sic) da Novacap”.

Bom dia, Cajazeiras!

Deusdeth detinho e getúlio leitão

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Ariano Suassuna completa 85 anos e dispara: 'Quem não se interessa por livros perde a chance de sonhar'.

domingo, 5 de março de 2017

Esgotamos nossas piadas com Aécio mas ele foi citado mais uma vez, com R$ 9 milhões

Tenha coração, coma pedras.

Claudiomar Rolim Filho

PRESTANDO ATENÇÃO

Sentados no chão, garotos acompanham audiência do papa Francisco com movimento religioso na sala Paulo 6º, no Vaticano

Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
(História contada no Museu do Homem do Nordeste).
Não basta beber, tem que conhecer!

No tempo em que Brasil era reconhecido mundo afora!

Nostalgia dos tempos de antanho!
CLIQUE NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO
      Ex-presidente Lula na cidade de Maputo capital de Moçambique em 2010, sendo re-cebido por manifestações culturais, durante a presidência da República em seu segundo mandato.
Acervo do Lula

Boa noite, Cajazeiras!

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Oh! Que saudades que tenho da Arara da minha vida!

SEXO É MELHOR QUE REMÉDIO CONTRA DOR DE CABEÇA, APONTA ESTUDO

Está com dor de cabeça?

FANTÁSTICO - Fotos a partir da Estação ISS